O governo brasileiro e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) firmaram um memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) que disponibiliza R$ 5 bilhões para ampliar a atuação conjunta contra o crime organizado no país. O anúncio foi feita na manhã desta quarta-feira, em Brasília, na abertura da reunião de cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, que reúne mais de 20 países da América Latina e do Caribe. O BID anunciou ainda a ampliação do montante disponível para investimento em segurança na região de de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões (o equivale a cerca de R$ 20 bilhões) em três anos. O Brasil assumiu a presidência da Aliança pelos próximos doze meses.
O memorando de entendimento – assinado nesta manhã pelo presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil, Wellington Lima e Silva – prevê apoio técnico e financeiro para implementar o “Programa Brasil contra o Crime Organizado”, do governo federal, em quatro frentes:
É a primeira vez que a cúpula regional da Aliança é a realizada no Brasil. O evento reúne além de autoridades dos países-membro , representantes de organizações que compõe a iniciativa, como Interpol e a Americapol (Comunidade de Polícias das Américas).
Durante a cúpula foi anunciada também a integração da Interpol, maior rede policial internacional do mundo, à Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado, concebida para oferecer de maneira ágil assistência técnica especializada e recursos aos países em casos de necessidades, crises ou ameaças emergentes. Com a parceria com a Interpol a meta é dar acesso a apoio especializado no enfrentamento a desafios em justiça e segurança na América Latina e Caribe. O programa piloto será iniciado no Brasil, com cerca de R$ 500 mil em cooperação técnica.
A articulação transnacional promovida pela Aliança inclui, ainda, parceiros técnicos e estratégicos como a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) e o Ministério de Interior e Justiça da Espanha. Além disso, trabalha para consolidar cooperação com instituições como IILA (Organização Internacional Ítalo-Americana), Guardia di Finanza da Itália e Expertise France.
