Taxa de turismo na Ilha Grande volta ao centro do debate após cobrança de Flávio Bolsonaro

Boletim RJ
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A cobrança da Taxa de Turismo Sustentável (TTS) na Ilha Grande voltou ao centro do debate político em Angra dos Reis. Após pedidos do empresário e pré-candidato a deputado federal pelo PL, Renato Araújo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou publicamente a cobrança, afirmando que a medida tem afastado turistas e prejudicado a economia da região.

O tema já havia sido abordado por Renato Araújo durante participação no quinto episódio do Boletim Cast, gravado no último dia 7 de julho. Na entrevista ao jornalista Eduardo Tchao, o pré-candidato classificou a criação da taxa como uma decisão tomada sem diálogo com a população e afirmou que, passados cerca de sete meses desde o início da cobrança, os impactos negativos são sentidos principalmente pelos moradores da Ilha Grande.

“A população não quer que apenas diminuam a taxa, ela não quer a taxa. Ela até aceitaria uma cobrança se tivesse saneamento, segurança, infraestrutura. O turista desembarca e encontra o cais caindo aos pedaços, sem cobertura quando chove. Quando você faz investimentos para o turista, quem mais ganha é o morador, que vive ali todos os dias”, afirmou Renato Araújo no Boletim Cast.

A manifestação ganhou repercussão nacional após o senador Flávio Bolsonaro divulgar vídeo criticando a administração municipal pela condução da política de cobrança. Segundo ele, a medida tem provocado redução no fluxo de visitantes e prejudicado trabalhadores que dependem diretamente do turismo.

“Ilha Grande virou ilha deserta. Em vez de ajudar o trabalhador, a prefeitura só atrapalha quem vive do turismo”, afirmou o senador, ao classificar a gestão municipal como incompetente e declarar apoio ao movimento contrário à cobrança.

Segundo Renato Araújo, a solicitação ao senador ocorreu após sucessivos relatos recebidos de comerciantes, empresários do setor turístico e moradores da ilha, que atribuem parte da queda no movimento à implantação da taxa.

“Recebo diariamente relatos de quem vive do turismo na Ilha Grande e sente na pele o efeito dessa taxa. Levamos essa demanda a quem tem força para cobrar uma solução”, disse o pré-candidato.

Bancada do PL já havia levado discussão à Alerj
A polêmica em torno da Taxa de Turismo Sustentável não começou com sua implantação. Ainda antes do início da cobrança, parlamentares ligados ao PL e aliados já promoviam mobilizações na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Em novembro do ano passado, a Comissão de Defesa do Meio Ambiente realizou uma audiência pública para discutir o tema, reunindo moradores, representantes do setor turístico e especialistas. Durante a reunião, foram apresentados questionamentos sobre a legalidade da cobrança, a ausência de transparência quanto à aplicação dos recursos arrecadados e os possíveis impactos sobre o turismo na Ilha Grande.

A Taxa de Turismo Sustentável começou a ser cobrada em janeiro deste ano. Desde então, comerciantes, guias turísticos e moradores afirmam que a medida tem contribuído para a redução no número de visitantes e intensificado o debate sobre os efeitos da cobrança em um dos principais destinos turísticos do estado do Rio de Janeiro.

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