Forças de Segurança Pública abriram nesta manhã uma operação coordenada em 15 Estados com o objetivo de prender 107 investigados por tráfico de drogas e de armas, participação em facções criminosas e lavagem de dinheiro.
Batizada Operação Força Integrada, a ação coordenada ainda cumpre 174 mandados de busca e apreensão em Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.
As ofensivas são realizadas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), grupos dos quais participam integrantes da Polícia Civil, Militar e Penal; da Polícia Rodoviária Federal; de guardas municipais; de secretarias de segurança pública estaduais; e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. A Polícia Federal coordena as atividades. 39 grupos de tal teor atuam no País.
Em Campinas (SP), por exemplo, uma ação batizada ‘Dry Fall’ mira 37 supostos integrantes de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. São apurados crimes de tráfico de drogas e delitos “violentos associados à disputa territorial no interior paulista”. Os investigadores também realizam buscas em 24 endereços e executam ordens de sequestro e bloqueio de até R$ 70 milhões em 100 contas bancárias.
Em uma ação similar, agentes visam prender nove investigados de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que pratica tráfico de drogas e também “crimes violentos no contexto de disputa territorial no interior” do Paraná. A Operação ‘Blue Sky’ ainda cumpre 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Céu Azul, Cascavel, Vera Cruz do Oeste, Matelândia e Foz do Iguaçu.
Há ainda uma ofensiva que investiga a “subtração” de um computador de um assessor de um senador pelo Amapá. Agentes cumprem um mandado de busca e apreensão visando recuperar o equipamento e identificar o responsável.
Já em Belém, a Operação Custus Legis faz busca e cumpre ordem de monitoramento eletrônico de uma ex-servidora do Tribunal de Justiça do Pará investigada por supostamente colaborar com organização criminosa.
Em Alagoas, uma ação batizada ‘Última Fatia’ mira grupo que traficava drogas e usava uma pizzaria para ocultar os ilícitos. Agentes fazem cinco buscas em endereços de Satuba, na região metropolitana de Maceió.

