O técnico Luis Zubeldía faz neste domingo, dia 22, o seu 25º jogo no comando do Fluminense, e chama atenção o fato de ter conseguido entregar bons resultados em tão pouco tempo. Sob o comando dele, o time soma 72,2% dos pontos, o melhor aproveitamento obtido pelos 20 técnicos da Série A desde a estreia dele no comando tricolor, em 28 de setembro de 2025. Para um clube que durante 28 anos resistiu ao modismo de apostar no trabalho de treinadores estrangeiros, os cinco primeiros meses de Zubeldía têm avaliação satisfatória e otimista.
Tanto, que talvez já fosse a hora de discutir gatilhos contratuais para extensão do acordo que vai até dezembro. Porque não me escoro apenas nos números. As informações sobre o trabalho dos argentinos que compõem a comissão técnica de Zubeldía são as melhores possíveis. Desde a entrega ao serviço que inicia com a chegada no CT Carlos Castilho, às 6h30, à forma como estruturam a preparação do time. Jogadores se sentem acolhidos, funcionários relatam zelo fora do comum e a harmonia se reflete na postura do time em campo.
No ano passado, Zubeldía dirigiu o Fluminense em 16 partidas do Campeonato Brasileiro. E com dez vitórias e três empates (68,7% dos pontos), pôs o time no quinto lugar, com as 19 vitórias de Mirassol e Cruzeiro — segundo e terceiros colocados, respectivamente. Na Copa do Brasil, aproveitamento de 50% na semifinal com o Vasco de Fernando Diniz. Perdeu nas cobranças de pênaltis a vaga na final, mas hoje, às 18h, no Estádio Nilton Santos, tem a chance de devolver o dissabor enfrentando o confuso oponente no mata-mata de 180 minutos que apontará um dos finalistas do Estadual — para enfrentar Flamengo ou Madureira.
É curioso saber que, no recorte, o jovem Zubeldía, dispensado pelo São Paulo na derrota, em casa, para o Vasco (3 a 1), naquele pré Mundial de Clubes, tem melhor aproveitamento do que Rogério Ceni (61,7% em 27 jogos); Filipe Luís (60,7% em 28); Abel Ferreira (59,7% em 29); e Rafael Guanaes (46,9% em 27) — treinadores que classificaram seus times à Copa Libertadores, e foram mantidos em seus cargos. Como ilustração, lembro que o de Fernando Diniz é de 39,5% (um pouco mais da metade), com nove vitórias e cinco empates em 27 partidas no mesmo período.
Como se vê, o Fluminense nos últimos anos perdeu nomes importantes como Marcelo, André, Nino, Thiago Silva e Jhon Arias e, independentemente do técnico, se manteve competitivo. A “Era Zubeldia” que o diga.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/gilmar-ferreira/coluna/2026/02/bom-desempenho-do-fluminense-da-era-zubeldia-escora-otimismo-tricolor-na-reta-final-do-carioca.ghtml
Bom desempenho do Fluminense da ‘Era Zubeldia’ escora otimismo tricolor na reta final do Carioca

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