O aumento da população em situação de rua em Niterói, associado ao consumo de drogas, tem alimentado uma onda de furtos que atinge diretamente comerciantes e moradores. O Bob’s da Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, foi alvo de furto pela quinta vez consecutiva. Na última quarta-feira (11), quatro condensadoras de ar-condicionado foram levados em plena luz do dia. Moradores e comerciantes denunciam a prefeitura por omissão.
O restaurante já havia viralizado nas redes sociais ao instalar uma faixa de protesto, pedindo desculpas aos clientes pelo calor, denunciando os ataques e pedindo socorro às autoridades. A medida extrema não impediu novos crimes.
O comerciante Rogério Rosetti, um ds proprietários do Bob’s, relata prejuízos financeiros e emocionais. Além da queda de 30% no faturamento devido à falta de ar-condicionado, funcionários vivem sob constante medo. Ele afirma suspeitar de usuários de drogas em situação de rua que vivem nas redondezas e cobra mais efetividade do poder público.
“Está cada vez mais difícil ser comerciante em Niterói”, desabafou., desabafou Rogério Rosetti, que agora tenta proteger os equipamentos com grades e estruturas metálicas.
Comerciantes do Centro também amargam prejuízos
No último dia 20, empresários e comerciantes se reuniram na sede da Associação dos Proprietários de Bancas de Jornal (APROBAN) para discutir o aumento da insegurança na região após a implementação do Centro integrado do “Programa Recomeço”, voltado ao atendimento de pessoas em situação de rua, para cobrar providências do prefeito Rodrigo Neves (PDT).
Os empresários relataram que assaltos furtos e abordagens agressivas afasaram os clientes e deixaram os moradores com medo.
A associação também já foi furtada. “Mexeram no relógio de luz e levaram o hidrômetro”, contou Antônio Cianbarella, vice-´´resinte da Associação de Proprietário de Bancas de Jornal de Niterói.
Comerciantes e população reféns do medo
Geralmente os arrombamentos e invasões aos comércios de Niterói ocorrem de madrugada. O centro e Icaraí concentram os casos mais graves, mas relatos se espalham por toda a cidade.
Condensadoras de ar-condicionado, fios elétricos, hidrômetros e até equipamentos de lojas são levados para serem revendidos em ferros-velhos irregulares e receptadores.
A insegurança afeta não apenas o comércio, mas também a vida dos moradores, que convivem com invasões e depredações.

