Um balde com os produtos químicos estava do lado da piscina no momento que os alunos da academia realizavam uma aula de natação, e a suspeita é que a mistura tenha liberado gases que causaram as intoxicações. A academia, a C4 Gym, fica no Parque São Lucas.
— Não temos um laudo definitivo ainda mas em um primeiro momento sabemos que foi uma intoxicação por cloro misturado com algum outro produto — disse o delegado-geral da Polícia Civil, Arthur Dian, durante coletiva de imprensa nesta segunda.
No sábado, Juliana e outras oito pessoas estavam na piscina por volta das 13h20. Era a última aula de natação do dia e segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º DP do Parque São Lucas, o manobrista foi até a piscina e deixou um balde com uma mistura para tratar a água da piscina, que estava turva.
— (Ele) estava esperando acabar a aula para jogar o produto da piscina. Ele saiu do ambiente, que era muito fechado […] e começaram a exalar os gases (da mistura) e as pessoas foram asfixiadas. Graças ao marido da Juliana (a vítima) que percebeu e pediu para as pessoas deixarem a piscina, outras pessoas não chegaram a falecer — diz Bento.
Nove pessoas estava na aula e ao menos cinco foram afetadas pelos gases. Além de Juliana, um rapaz de 14 anos está internado e respira com o auxílio de aparelhos. Os demais teriam se recuperado, segundo o delegado.
— Essa mistura não chegou a ser jogada na piscina. Ele estava no balde e provocou essa reação nas vitimas por via respiratória — afirma o delegado.
Ainda de acordo com Bento, a academia não tinha alvará para o funcionamento da piscina e contava com instalações elétricas “precárias”. Os responsáveis pelo empreendimento podem responder por homicídio provocado por negligência.
No domingo, a C4 Gym se manifestou sobre o caso por meio das redes sociais. “Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível. Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes”, diz a empresa, em nota.
“Estamos conduzindo uma rigorosa apuração interna e também colaborando com as autoridades competentes e com a investigação. Reforçamos nosso compromisso com a transparência junto aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e autoridades”, finaliza o texto.

