passageiros enfrentam calor com embarcações sem ar-condicionado no trajeto Praça Quinze x Araribóia

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A tarifa para quem usa a barca para fazer o trajeto entre Rio e Niterói aumentou em R$ 0,30 neste domingo (08); agora a passagem custa R$ 5. No entanto, enquanto o bolso sente a mudança, a experiência dos passageiros continua a mesma. Segundo relatos de usuários do serviço, a travessia Praça Quinze x Araribóia segue operando com uma grande quantidade de barcas sem ar-condicionado, mesmo no verão fluminense.

Parte da frota, hoje operada pela Barcas Rio, é composta por embarcações antigas que não possuem sistema de refrigeração além da habitual brisa na janela. Em dias mais quentes, o vento natural não faz muita diferença, segundo os passageiros.

Apesar de a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) afirmar que todas as embarcações com ar-condicionado estão disponíveis para operação nos horários de pico, é comum que o trajeto de ida e volta seja feito entre 6h e 8h com barcas antigas, como conta a analista de RH Ana Paula Fernandes, que usa o serviço diariamente.

“Pelo preço que a gente paga na tarifa, é um absurdo. Com o calor de 40°C que faz no Rio, é um absurdo circular barca sem ar”, conta a passageira.

Climatizadores instalados nas barcas antigas não refrescam, segundo passageiros

Uma das estratégias da Barcas Rio para tentar contornar o problema sem deixar de usar as embarcações antigas foi a instalação de ventiladores climatizadores nas barcas sem refrigeração. Segundo a pasta, 76 climatizadores foram instalados. Na prática, no entanto, os equipamentos — que são “evaporativos” e usam água para umidificar o ar — fazem pouca diferença, segundo os passageiros.

“Eu não gosto do climatizador porque nem sei de onde sai aquela água que ficam jogando em cima da gente. E não faz diferença nenhuma”, conta Ana Paula. Outro passageiro que usa o serviço diariamente para ir ao trabalho, o militar Jackson Silva, concorda.

“Os climatizadores que colocam no verão são muito fracos. São muito pouco potentes. Só refrescam quem tá bem na frente deles; o restante dos passageiros vai ficar no calor. Eu tento sempre optar por esperar uma barca com ar-condicionado, mas acontece de, às vezes, a gente precisar correr pra não atrasar no trabalho ou querer chegar em casa logo, e aí não tem escolha: é obrigado a enfrentar o calor”, explica o passageiro.

Setram promete contratação de serviço de ar-condicionado ainda em 2026

Procurada, a Setram disse que há um processo para contratação de serviço de ar-condicionado em fase de instrução e elaboração do Termo de Referência, com previsão de início de instalação ainda em 2026. A pasta não confirmou se o plano prevê a ar-condicionado em toda a frota, mas disse que tem atuado “continuamente em melhorias para o conforto dos passageiros”.

Atualmente, 16 barcas são usadas pela Barcas Rio para operar o serviço na Baía de Guanabara. Em outubro do ano passado, duas embarcações foram interditadas durante uma fiscalização da Marinha do Brasil, em parceria com a Setram e as comissões de Transporte e de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). As duas apresentavam vazamento de óleo. Segundo a Marinha, uma delas fazia o trajeto Ilha do Governador x Praça Quinze, enquanto a outra atendia a rota Praça Quinze x Araribóia.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/passageiros-calor-barcas-sem-ar-condicionado/

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