- Plano prioriza saneamento, drenagem e acesso interno em áreas mais críticas da Rocinha
- Projeto enviado ao Ministério das Cidades prevê participação direta dos moradores nas decisões
- Abertura de ruas, terminal de transporte e recuperação ambiental estão entre as intervenções previstas
- PAC da Rocinha inclui a comunidade na estratégia nacional de urbanização de favelas
O prefeito Eduardo Paes (PSD) participou neste sábado (7) da apresentação do plano de urbanização e infraestrutura do PAC Periferia Viva para a Rocinha, na Zona Sul. A iniciativa do governo federal, em parceria com a Prefeitura do Rio, prevê R$ 350 milhões em investimentos voltados principalmente a saneamento, mobilidade, abertura de vias e recuperação ambiental.
As obras serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e fazem parte de uma estratégia de requalificação urbana que, segundo a prefeitura, foi construída a partir do diálogo com moradores e lideranças da comunidade.
Plano prioriza saneamento, drenagem e acesso interno em áreas mais críticas da Rocinha
Durante a apresentação, Paes afirmou que o foco inicial das intervenções será resolver problemas básicos enfrentados diariamente pela população.
“O mais importante dessa obra é ajeitar as ruas da Rocinha. Fazer saneamento, esgoto, água e ter vias com drenagem e acesso. Vamos priorizar aquilo que é mais básico”, disse.
Ele também destacou a necessidade de controle da expansão territorial da comunidade para garantir a oferta de serviços públicos.
“Não pode mais continuar crescendo para os lados. Precisa ter limites claros para que a gente consiga garantir os serviços e estabelecer parâmetros urbanísticos”, afirmou Paes.
Projeto enviado ao Ministério das Cidades prevê participação direta dos moradores nas decisões
O projeto conceitual apresentado ao Ministério das Cidades tem como base o Plano Diretor da Rocinha. A próxima etapa prevê a elaboração de um plano de ação participativo, no qual os moradores poderão avaliar as propostas, apontar prioridades e sugerir ajustes de acordo com as demandas do território.
Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), nenhuma intervenção será executada sem discussão prévia com a comunidade.
“Todas as intervenções anunciadas aqui precisam de discussão e aprovação das lideranças e dos moradores da Rocinha. Essas ações vão acontecer e vão virar realidade”, disse.
Cavaliere afirmou ainda que o compromisso da gestão é priorizar áreas mais vulneráveis.
Abertura de ruas, terminal de transporte e recuperação ambiental estão entre as intervenções previstas
O plano prevê intervenções em cerca de 280 mil metros quadrados da Rocinha, com abertura de novas ruas e vias para melhorar a circulação interna, e inclui a implantação de um Sistema Urbano de Mobilidade.
O projeto também prevê a construção de um terminal de transporte com aproximadamente 3 mil metros quadrados, destinado à organização da mobilidade e ao funcionamento do comércio popular.
Já na área ambiental, estão previstas ações de requalificação de cerca de 9 mil metros quadrados do Parque Ecológico da Rocinha, com melhorias de acesso, convivência e lazer.
PAC da Rocinha inclui a comunidade na estratégia nacional de urbanização de favelas
O secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões, afirmou que o PAC na Rocinha terá impacto direto na vida dos moradores. Para a técnica de saúde aposentada Maria de Lourdes Marques, de 70 anos, moradora da comunidade, a expectativa é de mudança real.
“Vai ser muito importante para a favela. Vai tirar muitas famílias da situação ruim em que vivem. Temos de acreditar”, disse.
Coordenado pelo Ministério das Cidades, o PAC Periferia Viva tem como princípio a construção de políticas públicas a partir do diálogo com os territórios, associando investimentos em infraestrutura à participação social e à melhoria das condições de vida nas periferias.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/plano-pac-periferia-viva-rocinha-350-milhoes/

