Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em IpanemaDivulgação / PCERJ
Nesta quinta-feira (5), a Justiça do Rio a tornou ré pelo crime e decretou a sua prisão preventiva. A mulher, que é advogada, cumpria algumas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, permanência obrigatória no Brasil, além de ter tido o passaporte apreendido.
Segundo as investigações da 11ª DP (Rocinha), Paez estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, no dia 14 de janeiro, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de “negro”.
Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
As ofensas racistas continuaram mesmo após a advogada deixar o estabelecimento. Na calçada em frente, a turista proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários.
O crime de injúria racial prevê pena de prisão de dois a cinco anos.
“Desesperada”
“Neste momento recebi uma notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o dia 1º. Todos os meus direitos estão sendo violados. Estou desesperada, estou morrendo de medo e faço esse vídeo para que essa situação seja divulgada”, explicou.
A decisão, proferida na 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital, destacou que a permanência de Paez em liberdade poderia intimidar testemunhas, vítimas e proporcionar seu retorno, de forma deliberada, para o país natal, o que “traria consequências desastrosas à busca da verdade real”.

