Louvre diz que coroa da imperatriz Eugénie, danificada em roubo no ano passado, será restaurada

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A coroa da imperatriz Eugenie de Montijo danificada após o roubo do Louvre Museum em 19 de outubro de 2025025. — Foto: THOMAS CLOT / THE LOUVRE MUSEUM / AFP


A coroa da imperatriz francesa Eugénie, que foi abandonada por ladrões em fuga após um ousado roubo no Louvre no ano passado, está “quase intacta” e será totalmente restaurada, informou o museu nesta quarta-feira (4).

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A joia tem 1.354 diamantes e 56 esmeralda e foi desenhada em 1855 por Alexandre-Gabriel Lemonnier, joalheiro da Coroa nomeado por Napoleão II. A peça foi exibida pela primeira vez na Exposição Universal de Paris, ocasião em que o imperador buscava reafirmar o prestígio da França diante das potências europeias.

Os investigadores ainda não localizaram as outras joias roubadas no assalto ocorrido em outubro, mas recuperaram a coroa deixada para trás. Em comunicado, o famoso museu parisiense afirmou que o objeto havia sido amassado, mas que será restaurado ao seu estado original, “sem necessidade de reconstrução”.

A coroa da imperatriz Eugenia antes e depois do assalto ao Louvre em outubro de 2025 — Foto: Divulgação/Museu do Louvre/AFP

Por que a coroa da imperatriz Eugénie é especial

De acordo com o site do Louvre, a estrutura segue o modelo tradicional das coroas imperiais, inspirada nas armas do Primeiro Império. Oito arcos em forma de águia, moldados em ouro cinzelado, sustentam palmetas incrustadas de diamantes — 1.354 no total —, com uma pedra maior no centro de cada uma.

Cada palmeta é ladeada por duas esmeraldas, somando 56 no conjunto. No topo, um globo de diamantes é realçado por um círculo e um semicírculo formados por 32 esmeraldas e encimado por uma cruz composta por seis brilhantes.

Embora parte dos diamantes tenha sido retirada do tesouro da Coroa, as esmeraldas pertenciam ao próprio Napoleão III. A construção geral ficou a cargo do joalheiro J.-P. Maheu, enquanto Lemonnier foi responsável pela montagem das pedras preciosas. Os irmãos Auguste e Joseph Fannière, escultores e cinzeladores renomados, criaram as águias que ornamentam a peça.

A coroa recebeu uma medalha de prata na Exposição Universal de 1855, onde foi exibida como símbolo do esplendor do regime e da habilidade dos joalheiros parisienses. Após o evento, foi devolvida à imperatriz e, mais tarde, legada à princesa Marie-Clothilde Napoléon, condessa de Witt. Em 1988, passou a integrar o acervo público francês, com a participação do colecionador Roberto Polo na aquisição.

Como foi o roubo ao Louvre

No dia 19 de outubro de 2025, quatro criminosos conseguiram invadir o Louvre, museu mais visitado do mundo, e roubar joias da Coroa francesa avaliadas em aproximadamente 100 milhões de dólares (cerca de R$ 550 milhões) em apenas alguns minutos. À exceção da coroa da imperatriz Eugênia, as outras peças levadas pelos ladrões continuam desaparecidas.

Os ladrões estacionaram um elevador de carga sob a Galeria Apolo, subiram em uma plataforma, quebraram uma janela e usaram serras circulares para cortar as vitrines de vidro que continham os tesouros.

Desde o roubo, a segurança do museu parisiense tem sido alvo de intensas críticas devido às falhas expostas pelo incidente.

A grade de proteção “é uma das medidas de emergência decididas após o roubo”, disse Francis Steinbock, administrador-geral adjunto do museu, à AFP. “Reflexões estão sendo feitas sobre a segurança das outras janelas”, acrescentou o funcionário.

A presidente do Louvre, Laurence de Cars, garantiu aos senadores franceses que uma grade seria reinstalada “antes do Natal”, especificando que a anterior havia sido removida em 2003-2004 durante grandes obras de restauração.

Outro projeto importante é o reforço da vigilância por vídeo nas fachadas do museu. “Anunciamos um sistema com 100 câmeras instaladas ao redor do palácio”, afirmou Steinbock.

O Louvre também anunciou a conclusão da instalação de dispositivos de detecção de intrusão ao redor do museu.

De 15 a 18 de dezembro, os funcionários do Louvre entraram em greve para reivindicar melhores condições de trabalho e recursos adicionais de segurança. Em janeiro, o museu anunciou um aumento de 45% nas tarifas para visitantes de fora da Europa.

Com a medida, turistas de fora do Espaço Econômico Europeu (União Europeia mais Islândia, Liechtenstein e Noruega) hoje pagam 32 euros (cerca de R$200) para visitar os 73 mil m² do museu parisiense, 10 euros a mais (cerca de R$63) do que os visitantes europeus.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2026/02/04/louvre-diz-que-coroa-da-imperatriz-eugenie-danificada-em-roubo-no-ano-passado-sera-restaurada.ghtml

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