A promotoria da Líbia anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma investigação sobre o assassinato de Saif al-Islam Kadafi, filho do ditador Muamar Kadafi, morto em 2011. O crime aconteceu na cidade de Zenten, nesta terça-feira.
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O gabinete do procurador-geral líbio informou que peritos forenses foram enviados a Zenten, no noroeste do país, onde Saif al-Islam Kadafi foi morto a tiros, acrescentando que estão em curso esforços para identificar os suspeitos.
Kadafi “morreu por ferimentos de arma de fogo”, indicou o gabinete em comunicado, acrescentando que os investigadores buscavam “falar com testemunhas e com qualquer pessoa que possa lançar luz sobre o incidente”.
Um advogado do falecido, o francês Marcel Ceccaldi, disse à AFP que seu cliente foi assassinado por um “comando de quatro homens” não identificado que invadiu sua casa em Zenten na terça-feira.
“Por enquanto, não se sabe” quem são os responsáveis pelo assassinato de Kadafi, informou Ceccaldi, que afirmou ter falado com o cliente há cerca de três semanas.
Ele também disse ter ficado sabendo, há cerca de dez dias, por meio de um dos próximos da vítima, “que havia problemas com sua segurança”.
A Líbia mergulhou no caos após a revolta apoiada pela Otan que, em 2011, derrubou Muamar Kadafi. O ditador morreu em outubro daquele ano, nas mãos de uma turba que o capturou perto da cidade de Sirte, no centro do país.
Desde então, o território líbio permanece dividido entre um governo apoiado pela ONU, sediado em Trípoli, no oeste, e uma administração rival em Bengasi, no leste. Nenhuma das autoridades comentou a morte de Saif al-Islam.
Considerado por muito tempo o possível sucessor do pai antes da queda do regime, Saif al-Islam tentou construir a imagem de moderado e reformista — iniciativa que ruiu quando, naquele ano, prometeu um banho de sangue diante das revoltas contra o governo.
Procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, ele foi detido em 2011 no sul da Líbia por rebeldes. Em 2015, foi condenado à morte após um julgamento sumário, mas posteriormente se beneficiou de uma anistia.

