Por que Maricá não tem prédios altos? Entenda o que limita a altura das construções

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Maricá tem poucos prédios altos porque a cidade possui regras urbanísticas que limitam a altura das construções e porque fatores ambientais e geográficos não favorecem edifícios de grande porte. Ao longo dos anos, leis municipais, áreas de preservação e características do solo ajudaram a manter o perfil urbano mais horizontal, diferente de grandes centros cheios de arranha-céus.

A legislação é o principal fator. O Plano Diretor e as leis de uso do solo do município estabelecem um gabarito máximo para as edificações. Em muitas regiões, especialmente áreas residenciais, os prédios só podem ter poucos andares. Mesmo nas zonas mais comerciais, a altura permitida é controlada. Esse modelo foi adotado para evitar adensamento excessivo, sobrecarga da infraestrutura e impactos visuais na paisagem da cidade.

O meio ambiente também pesa nessa conta. Maricá abriga áreas de restinga, lagoas, brejos e trechos protegidos por legislação ambiental. São ecossistemas sensíveis, que ajudam a manter o equilíbrio natural da região. Construções muito altas podem alterar a ventilação, a incidência de luz, o escoamento da água da chuva e até a dinâmica das dunas e da orla. Por isso, perto da costa e das lagoas, as exigências são ainda mais rigorosas, o que acaba desestimulando grandes torres.

Outro ponto importante é o solo. Boa parte do território de Maricá tem solo arenoso e lençol freático alto, principalmente nas áreas próximas ao mar e às lagoas. Para sustentar prédios muito altos nesse tipo de terreno, seriam necessárias fundações profundas e técnicas mais complexas, o que encarece bastante as obras. Como a cidade ainda possui espaço para crescer de forma horizontal, historicamente foi mais viável construir casas e prédios baixos do que apostar em grandes edifícios.

Há ainda uma escolha de modelo de cidade. Maricá se desenvolveu priorizando bairros residenciais, qualidade de vida e preservação da paisagem natural. Diferente de municípios que passaram por verticalização intensa, aqui o crescimento ocorreu de forma mais espalhada. A vista para as lagoas, montanhas e para o mar faz parte da identidade local, e isso também influenciou as decisões de planejamento urbano.

Esse cenário não é exclusivo de Maricá. Outras cidades litorâneas turísticas também mantêm construções baixas para proteger a paisagem e o meio ambiente. Já municípios que se tornaram polos econômicos maiores acabaram liberando prédios altos, mudando completamente o visual urbano e enfrentando desafios maiores de trânsito, infraestrutura e densidade populacional.

Em Maricá, qualquer mudança nas regras de altura depende de revisão das leis e de estudos técnicos, especialmente ambientais. Por enquanto, o conjunto de leis, natureza e planejamento urbano explica por que a cidade mantém um perfil baixo e não tem prédios altos como em grandes metrópoles.







Com informações da fonte
https://maricainfo.com/2026/02/03/por-que-marica-nao-tem-predios-altos-entenda-o-que-limita-a-altura-das-construcoes.html

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