A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta terça-feira (3/2), a Operação Caminhos do Cobre, uma ação para desarticular uma estrutura criminosa especializada na receptação qualificada de cabos e materiais metálicos furtados, principalmente das concessionárias de serviços públicos.
A ação é conduzida por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e ocorre em endereços ligados aos investigados no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana. Até o momento, um suspeito foi preso e celulares foram apreendidos.
As investigações apontam que uma empresa de reciclagem era utilizada como fachada para a compra, armazenamento e revenda desses materiais.
De acordo com dados levantados pela polícia, parte dos cabos e metais furtados era ocultada em um galpão localizado em área rural, nas proximidades da BR-101.
A operação é resultado de um trabalho contínuo de inteligência, iniciado após fiscalizações administrativas e denúncias recorrentes sobre o aumento de furtos de cabos, que causam prejuízos diretos à população, como interrupções no fornecimento de energia, telefonia e serviços essenciais.
A partir desses levantamentos, a investigação avançou para a esfera criminal, com representações judiciais por mandados de busca e apreensão e afastamento de sigilo de dados.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo da operação é atingir toda a cadeia criminosa, não apenas os autores diretos dos furtos, mas também os receptadores e os responsáveis pelo escoamento do material, considerados peças-chave para a manutenção desse tipo de crime patrimonial.
Balanço
A Operação Caminhos do Cobre integra uma estratégia mais ampla de enfrentamento ao furto de cabos e metais no estado.
Desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias da Polícia Civil já realizaram mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, o que resultou em cerca de 200 prisões de responsáveis por estabelecimentos envolvidos na receptação ilegal.
Nesse mesmo período, aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas. As investigações também levaram ao pedido de bloqueio de cerca de R$ 240 milhões, valor que representa o impacto financeiro do esquema criminoso.

