Via Dutra terá corredor logístico de caminhões elétricos até 2030

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A Via Dutra pode se tornar o principal eixo de testes para a eletrificação do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Um projeto apresentado na COP30 propõe usar o corredor entre Rio de Janeiro e São Paulo para acelerar a adoção de caminhões elétricos em operações de longa distância, ligando os dois maiores polos econômicos do país.

Batizada de Laneshift e-Dutra, a iniciativa projeta que até 2030 cerca de mil caminhões elétricos circulem diariamente pelo trecho. O plano reúne 17 empresas dos setores automotivo, logístico e industrial e tem como foco comprovar a viabilidade da eletrificação em escala, fora do ambiente de testes pontuais.

O desenho do projeto parte da reorganização da logística: ajuste de rotas, planejamento de recargas e integração entre operadores para reduzir o custo por quilômetro rodado e viabilizar a transição energética no transporte pesado.

Redução de emissões no principal eixo rodoviário do país

As estimativas indicam que a operação plena do corredor pode evitar cerca de 75 mil toneladas de CO₂ por ano, volume equivalente às emissões anuais de dezenas de milhares de veículos leves a combustão. O transporte de cargas é hoje um dos principais focos de emissões no setor rodoviário.

A proposta também mira a replicação do modelo em outros eixos logísticos com alto fluxo e previsibilidade de viagens, condição considerada essencial para a adoção de caminhões elétricos.

Custo total de operação é o ponto de virada do projeto

O avanço do projeto depende da aproximação do custo total de operação entre caminhões elétricos e veículos a diesel. A aposta é que ganhos de eficiência logística — como redução de tempo ocioso e melhor uso dos ativos — ajudem a compensar o investimento inicial mais elevado.

Experiências apresentadas durante a COP30 indicam que ajustes operacionais podem elevar rapidamente a produtividade, reduzindo horas de transporte e ampliando a eficiência das rotas.

Eletrificação e combustíveis alternativos como estratégias complementares

Além da Dutra, o consórcio apresentou uma rota experimental de longa distância com caminhões movidos a biometano, ligando o Sudeste ao Norte do país. O objetivo é comparar diferentes soluções de descarbonização em trajetos extensos e em condições reais de operação.

A estratégia parte da premissa de que a redução de emissões no transporte de cargas deve combinar eletrificação, combustíveis alternativos e mudanças estruturais na logística.

Com informações do “Diário do Rio”.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/via-dutra-corredor-caminhoes-eletricos/

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