Em uma cidade acostumada a disputar protagonismo com a paisagem, Niterói também se afirma pelo paladar. Entre praias, mirantes e a vista eterna da Baía de Guanabara, a gastronomia local deixou de ser coadjuvante há muito tempo e hoje é motivo de orgulho — e de bons debates à mesa.
Há endereços que resistem ao tempo e outros que traduzem a Niterói contemporânea, mais diversa e cosmopolita. Entre os clássicos incontestáveis está a Gruta de Santo Antônio, ma Ponta D’areia, quase uma instituição da cidade. A casa portuguesa atravessa gerações mantendo o mesmo rigor na cozinha e no serviço, provando que tradição, quando bem cuidada, nunca sai de moda.
Para quem busca frutos do mar com vista privilegiada, o Seu Antônio, em Cafubá, segue como referência. É o tipo de restaurante que mistura simplicidade no ambiente com pratos fartos e bem executados — daqueles que fazem o cliente voltar sem precisar de grandes campanhas.
Já em São Francisco, o Casanova se firmou como ponto de encontro para quem aprecia a cozinha portuguesa em versão mais contemporânea, enquanto o Coco Bambu, apesar de ser uma rede, conquistou espaço pela regularidade e pela capacidade de atender famílias, grupos e eventos sem perder qualidade.
Fechando essa lista afetiva e nada definitiva, o Olimpo, em Charitas, une boa comida e uma das vistas mais bonitas da cidade — combinação que, convenhamos, pesa na escolha de qualquer niteroiense.
Eleger “os melhores” nunca é tarefa simples. Niterói tem cozinhas autorais, bistrôs discretos, bares que viraram restaurantes e restaurantes que funcionam como pontos de encontro da cidade. Mas uma coisa é certa: quem ainda diz que atravessa a ponte apenas para comer bem, claramente não conhece Niterói como deveria.






