O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, declarou em jantar com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu que, se eleito, reavivará os laços comerciais entre Brasil e Israel em 2027. Segundo ele, os acordos foram “praticamente todos suspensos” pelo atual governo brasileiro por razões ideológicas.
Além da promessa econômica, Flávio reafirmou o compromisso de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém, retomando uma pauta defendida por seu pai, Jair Bolsonaro, durante o mandato presidencial.
Netanyahu e autoridades israelenses
Netanyahu fez questão de citar nominalmente os irmãos Bolsonaro durante a conferência, destacando: “É muito bom ver vocês do Brasil”. O gesto foi interpretado como sinal de proximidade política e simbólica. O ministro israelense Amichai Chikli também desejou sucesso a Flávio na corrida presidencial.
Críticas a Lula e discurso eleitoral
Eduardo Bolsonaro, que acompanhou o irmão na viagem, discursou no evento e atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “simpatizante de terroristas”. Ele anunciou que Flávio será candidato à Presidência e pediu apoio internacional. Flávio reforçou a crítica, afirmando que Lula “não fala pela maioria do povo brasileiro”.
Contexto político e religioso
– Religioso: Flávio participou de um batismo no Rio Jordão e visitou o Muro das Lamentações, repetindo gestos feitos por Jair Bolsonaro antes de assumir a Presidência.
– Político: A viagem foi vista como iniciativa de projetar Flávio como presidenciável e buscar apoio da direita internacional.
– Eleitoral: A comunidade judaica no Brasil, embora pequena (cerca de 100 mil pessoas), tornou-se alvo de disputas políticas, com Lula, tentando buscar aproximação, apesar das falas interpretadas como antissemitas.
Repercussão
– Internacional: A promessa de retomar relações comerciais e transferir a embaixada reforça a imagem de alinhamento com Israel e com pautas da direita global.
– Nacional: As críticas a Lula e o anúncio da candidatura de Flávio repercutiram no Brasil, trazendo o debate eleitoral para um palco internacional.
– Simbolismo: A combinação de compromissos políticos e religiosos reforça a estratégia da família Bolsonaro de unir fé e política como narrativa eleitoral contra a aliança do governo Lula com regimes ditatoriais.

