‘De embrulhar o estômago’, diz governador de SC — Até quando monstros serão tratados como crianças?

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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra os quatro adolescentes – ou melhor, monstros mirins – acusados de espancar a pauladas o indefeso cão comunitário Orelha, mascote da Praia Brava, que não resistiu aos graves ferimentos.

O caso chegou ao gabinete do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que não ficou em silêncio diante da barbárie. Em pronunciamento público, ele determinou a intensificação imediata das investigações e classificou as provas já reunidas como “de embrulhar o estômago”, reconhecendo a gravidade do caso e o impacto que a morte de Orelha causou na sociedade.

Segundo Mello, o episódio ultrapassa a esfera de maus-tratos a animais e exige políticas permanentes de proteção, já que expõe a vulnerabilidade de seres indefesos e a falência de um sistema que ainda trata adolescentes violentos como se fossem apenas “menores em formação”.

A operação que já nasceu fracassada

Agentes em campo, documentos apreendidos, investigação em andamento. Mas apesar do esforço da polícia, todos já sabem o desfecho — nada vai dar em nada. Afinal, os acusados são menores de idade, blindados por um sistema que insiste em tratá-los como “crianças em formação”, mesmo quando demonstram um apetite monstruoso pela violência.

O crime que chocou a comunidade

Orelha, um cão de 10 anos dócil e querido, desapareceu por dias até ser encontrado agonizando. A brutalidade do ataque expôs não apenas a crueldade contra um animal indefeso, mas também a falência de uma sociedade que permite que adolescentes transformem a praia em palco de tortura. O mascote virou símbolo de uma luta que vai muito além da causa animal: é sobre a incapacidade do Estado de proteger os vulneráveis.

Impunidade garantida

– Adolescentes identificados: quatro, todos menores.
– Investigação paralela: apura-se se houve coação de testemunha por parte de um policial civil, pai de um dos envolvidos.
– Consequência provável: medidas socioeducativas brandas.

Enquanto isso, a sociedade assiste ao espetáculo da impunidade, onde a lei é apenas uma coleira frouxa que nunca aperta.

A revolta popular

Moradores e ativistas como Luisa Mell tomaram as ruas da Praia Brava em protesto, exigindo justiça pela morte brutal de Orelha. ONGs e protetores independentes denunciaram a barbárie, enquanto políticos já falam em erguer uma estátua em memória do cão comunitário. Um monumento pode até emocionar, mas não resolve o problema central: a legislação frouxa que transforma monstros em “menores infratores” e garante a eles a impunidade. O que o país precisa não é de bronze, mas de uma revisão urgente das leis que hoje protegem os agressores e deixam desprotegidos os indefesos.

Até quando?

Hoje foi Orelha. Amanhã pode ser uma criança, um idoso, qualquer ser humano que cruze o caminho desses adolescentes blindados pela lei. A morte do cão não é apenas um crime contra os animais, é um alerta brutal de que a impunidade juvenil é a incubadora perfeita para futuros agressores.
E a pergunta ecoa, sem resposta: até quando vamos aceitar que monstros sejam tratados como crianças?



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/brasil/26/01/2026/de-embrulhar-o-estomago-diz-governador-de-sc-ate-quando-monstros-serao-tratados-como-criancas

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