Com direito à roda de samba, família e amigos se despedem de cantor morto em assalto no Cachambi | Rio de Janeiro

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Familiares e amigos organizaram roda de samba para despedida de Leozinho - Letícia Pessôa / Agência O Dia




Familiares e amigos organizaram roda de samba para despedida de LeozinhoLetícia Pessôa / Agência O Dia

Rio – O corpo de Leonardo Pereira Afonso de Souza, conhecido como Leozinho, de 38 anos, está sendo velado, na tarde deste domingo (25), sob forte comoção no Crematório e Cemitério Vertical da Penitência, no Caju, Zona Portuária. O cantor de pagode morreu após ser baleado em um assalto no Cachambi, na sexta-feira (23).
Ao som de “Um Dia, Um Adeus”, de Guilherme Arantes, “A Amizade”, do grupo Fundo de Quintal. “A Amizade é Tudo”, de Thiaguinho, e “O Amor é Mais”, do Belo, amigos de Leozinho fizeram uma roda de samba para a última homenagem antes do sepultamento.

O cantor e amigo Eduardo Neto, de 48 anos, falou sobre a relação construída desde a infância com o artista. “Ele começou a cantar me vendo cantar e dizia que eu era uma referência para ele, que frequentava minhas apresentações com o primo. Seguiu a carreira dele levando muita alegria para as pessoas. Uma pessoa com um astral fora do comum e só levava o bem para todo mundo. É como se eu estivesse perdendo um filho”, discursou.

Eduardo ainda lamentou a onda de violência que vitimou seu amigo. “Estamos em choque pela forma que aconteceu. Infelizmente, é só um número da violência do Rio de Janeiro e mais uma família destruída”, afirmou.

Thaty Mairinck, de 47 anos, amiga de Leozinho, contou que, quando soube do crime, foi direto ao hospital para saber notícias da vítima.

“No dia do crime, estava em Itaipuaçu [distrito de Maricá, na Região Metropolitana]. Fiquei sem chão quando soube que era ele. Voltei para o Rio e fui direto para o hospital. De manhã, soube da morte dele. Ele era de extrema importância para nós, era acolhedor, brincalhão e vai deixar um vazio muito grande pra gente. Essa tragédia está levando um pai de família e um marido”, disse.

Mesmo integrando a antiga banda do músico, Mairinck destacou que seguia acompanhando o amigo em suas apresentações. “Eu conheço ele há mais de 20 anos e criamos um laço quando ele fez parte do grupo Clima Diferente. Nos aproximamos e eu fui fazer backing vocal quando ele foi para carreira solo”, acrescentou.

Segundo Thaty, os amigos planejam uma homenagem para este domingo (25) em frente ao Restaurante Imperador, às 20h no Cachambi, bairro onde o músico vivia.

Relembre o caso

Leonardo foi baleado três vezes em um assalto, na noite da última sexta-feira (23), na Rua Basílio de Brito, no Cachambi. Os tiros acertaram a região do abdômen.

Leozinho chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. Amigos chegaram a iniciar, nas redes sociais, uma campanha de doação de sangue. Contudo, a vítima morreu horas depois do socorro.

Testemunhas afirmaram que dois bandidos em uma moto abordaram o cantor e a mulher no momento em que o casal desembarcava de um carro para uma festa. Pouco antes, os ladrões haviam cometido dois roubos na região.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). As diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime.

Trajetória

Ex-vocalista do grupo Eternidade, Leozinho era muito conhecido na área do Méier e da Grande Tijuca, na Zona Norte, sempre se apresentando em bares. Seu repertório era formado, majoritamente, por sucessos do samba e do pagode romântico, incluindo canções dos grupos Sorriso Maroto e Pixote, entre outros. O cantor deixa mulher e um casal de filhos.



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/01/7198295-com-direito-a-roda-de-samba-familia-e-amigos-se-despedem-de-cantor-morto-em-assalto-no-cachambi.html

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