Tecnologia de reconhecimento facial é aliada fundamental contra o crime

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Câmeras de reconhecimento facial em São Paulo — Foto: Edilson Dantas / O Globo/04/01/2024


Trata-se de tecnologia cada vez mais usada por estados e municípios. Também na semana passada, Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi presa depois de flagrada pelo programa Smart Sampa, da prefeitura paulistana. Entre as várias aplicações, ele detecta, por meio de reconhecimento facial, cidadãos com mandados de prisão em aberto ou desaparecidos. Janaína fora condenada por embriaguez ao volante e desacato a PMs e era considerada foragida. Em outubro de 2022, foi parada numa rodovia em Botucatu, no interior paulista, quando ziguezagueava ao volante. Segundo os policiais que a abordaram, ela apresentava sinais de estar alcoolizada, recusou-se a fazer o teste do bafômetro, não portava documentos pessoais, e os documentos do veículo estavam vencidos. A condenação ocorreu em julho de 2025.

É verdade que, de início, as câmeras de reconhecimento facial instaladas país afora provocaram controvérsias. Não foram poucos os casos em que cidadãos inocentes acabaram submetidos a constrangimento ao ser confundidos com procurados. As falhas, porém, se tornaram mais raras. O reconhecimento de rostos também foi acusado de representar uma invasão indevida da privacidade. É uma crítica compreensível. Deve haver legislação impedindo acesso indevido aos dados e meios seguros de armazenamento e acesso para evitar vazamentos. Na prática, contudo, tudo isso já existe. E o sistema tem se mostrado útil em pontos de grande circulação, no acesso a estádios e em grandes eventos, como réveillon ou carnaval. No Rio, o governo estadual anunciou a compra de 220 mil câmeras de monitoramento para reconhecimento facial, leitura de placas de veículos e outras aplicações.

Instalar câmeras em profusão não bastará para resolver os graves problemas de segurança pública que afligem as cidades brasileiras. O policiamento ostensivo nos locais de maior incidência de crimes continua fundamental para reprimi-los e reduzir a violência. Mas a tecnologia é uma aliada fundamental, desde que esteja integrada a outras iniciativas e não seja apenas uma arma de propaganda. Toda e qualquer política pública destinada a combater essa chaga que atormenta o país será sempre bem-vinda.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/opiniao/editorial/coluna/2026/01/tecnologia-de-reconhecimento-facial-e-aliada-fundamental-contra-o-crime.ghtml

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