O Rio de Janeiro está montando uma operação de guerra para segurar a folia, com câmeras de segurança e grande efetivo da Polícia Militar, que vai patrulhar os 460 blocos oficiais espalhados pela cidade. Os hotéis já estão com 74% de ocupação confirmada.
Parece cenário de festa blindada, mas não se engane: criminosos também estão em “operação especial” para lucrar com a distração dos foliões. Então, todo cuidado é pouco! O policiamento será reforçado, mas o cidadão também precisa fazer a sua parte.
E se você vai viajar para curtir em outros estados, o aviso é dobrado: não existe carnaval sem risco. A malandragem é nacional e nem todo destino conta com uma megaoperação de segurança como a preparada pelo Governo do Estado. Então, confira a seguir como se prevenir para não dar bobeira e virar estatística:
Os golpes mais manjados da avenida
– Boa noite, Cinderela: droga na bebida e adeus consciência.
– Golpe da maquininha: terminal falso e cartão clonado.
– Golpe do PIX: valor alterado na cobrança.
– Golpe do beijo: carinho seguido de furto.
– Golpe da confusão: tumulto armado para roubar.
– Ingressos falsos: sites piratas com preços irresistíveis.
– Golpe do contato: esbarrões estratégicos para levar sua bolsa.
Prevenção? Desconfie de tudo que parece fácil demais. Copo tampado, olho na maquininha e distância segura de “abraços calorosos”.
Celular: o troféu preferido dos ladrões
– Não use o aparelho no meio do bloco.
– Se possível, leve um celular velho, sem apps de banco.
– Doleira é a nova pochete fashion: guarde tudo por dentro da roupa.
– Desative pagamento por aproximação.
– Evite wi-fi aberto e ajuste limites de transações no app do banco.
– Cadastre seu aparelho no Celular Seguro, serviço federal que bloqueia acesso a apps e bancos em caso de roubo.
Carteira: pequena, mas valiosa
– Nunca entregue seu cartão para terceiros.
– Confira sempre o valor na maquininha e peça comprovante.
– Configure alertas de SMS para cada transação.
– Desconfie de cobranças repetidas e confira se o cartão devolvido é realmente o seu.
– Em caso de roubo, registre boletim de ocorrência e avise o banco imediatamente.
O folião precisa fazer a sua parte
O Rio promete segurança digna de desfile militar, mas a avenida continua sendo território livre para quem vive de golpe. Carnaval é alegria, mas também é teste de sobrevivência urbana. Se você não quer virar estatística, trate sua carteira e celular como se fossem abadás exclusivos: não desgrude, não empreste e não confie em quem sorri demais.
Quer se divertir? Vá. Quer voltar inteiro? Siga as dicas. Porque no carnaval, quem vacila dança — e não é no ritmo da bateria.

