Alvo de buscas da PF, presidente do Rioprevidência deixou casa trancada antes da operação

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O presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, é um dos alvos da operação realizada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (23). Agentes cumpriram um mandado de busca no imóvel dele e precisaram pular o muro da casa para acessar o local, já que Deivis deixou a casa vazia e trancada antes da ação. Segundo a Agência Estado, ele teria deixado o Brasil na semana passada, em direção aos Estados Unidos, temendo ser alvo de ações.

Ele não é alvo de mandado de prisão e, portanto, não está foragido. Ele é um dos suspeitos de permitir que o fundo previdenciário dos servidores do governo do Rio aplicasse R$ 1 bilhão no Banco Master. Agentes da PF estiveram na sede do Rioprevidência, no Centro, e estiveram no gabinete de Deivis nesta manhã.

Em nota, o Rioprevidência informou que Deivis está em férias programadas e disse que está à disposição das autoridades.

Ex-diretores de investimentos do Rioprevidência também foram alvos da operação

Além da sede e da casa dele, outros dois endereços — ligados a diretores da autarquia fluminense — foram alvos de buscas. Um deles é ligado a Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino, que assumiu a função no Rioprevidência em março de 2023. No mesmo mês, a autarquia começou a investir em letras financeiras do Master.

Guerra Leal foi exonerado em dezembro. A Secretaria da Casa Civil confirmou a saída dele após um pedido feito pelo Ministério Público do Rio (MPRJ). A medida foi comentada pelo órgão como forma de “proteger o patrimônio previdenciário do Estado e recuperar eventuais perdas decorrentes da liquidação extrajudicial do Banco Master”.

Agentes também fizeram buscas em um imóvel ligado a Eucherio Lerner Rodrigues, que era diretor de investimentos antes de Guerra Leal assumir.

A PF apura se houve irregularidades em nove operações financeiras realizadas pelo Rioprevidência. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), a autarquia fez, ao todo, aplicações acima de R$ 2,6 bilhões em instituições ligadas ao Master. Desse montante, R$ 960 milhões foram em letras financeiras, uma modalidade de renda fixa que funciona como um empréstimo ao banco com promessa de retorno maior que o capital investido.

O fundo previdenciário foi alertado pelo Tribunal sobre os riscos do investimento antes da liquidação extrajudicial do Master, que foi decretada pelo Banco Central em novembro. O Rioprevidência é responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões de 235 mil servidores inativos do estado do Rio.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/alvo-de-buscas-da-pf-presidente-do-rioprevidencia-deixou-casa-trancada-antes-da-operacao/

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