Sexo anal: o que é mito, o que é prazer e o que exige atenção

Tempo de leitura: 5 min




Sexo anal ainda é um daqueles temas que provoca risadinhas nervosas, exageros de um lado e silêncio constrangido do outro. Ou é tratado como tabu absoluto, ou como algo que “todo mundo faz e ama”. A verdade, como quase sempre quando falamos de sexualidade, mora no meio do caminho.
Nem vilão, nem obrigação.
Pode ser prazeroso para algumas pessoas, neutro para outras e completamente desagradável para muitas — e está tudo bem em qualquer uma dessas respostas.
Vamos falar disso sem drama, sem propaganda enganosa e, principalmente, sem pressão.
Primeiro ponto: sexo anal não é obrigatório
Antes de falar de benefícios, riscos ou técnicas, é essencial deixar algo muito claro:
ninguém deve fazer sexo anal para agradar alguém, provar amor ou “não perder” o parceiro.
Desejo não nasce da cobrança.
Prazer não floresce na obrigação.
Sexo anal só faz sentido quando existe:
vontade real,
curiosidade genuína,
consentimento claro,
e tempo para fazer com cuidado.
Sem isso, o corpo trava e quando o corpo trava, dói.
Existe prazer no sexo anal? Pode existir, sim
Para algumas pessoas, o prazer anal pode acontecer por alguns motivos:
A região anal é ricamente inervada, ou seja, cheia de terminações nervosas.
A proximidade com outras áreas sensíveis pode intensificar sensações.
Para algumas mulheres, há estímulo indireto da parede vaginal.
O fator psicológico, novidade, entrega, confiança também pode potencializar o prazer.
Mas atenção: Prazer anal não é automático e não é universal.
Quem vende sexo anal como algo “inevitavelmente delicioso” está ignorando o corpo real, com limites reais.
Agora, a parte que muita gente finge que não existe: os riscos
Aqui entra a conversa adulta que raramente aparece em conteúdos “glamourizados”.
O ânus não foi biologicamente feito para penetração. Ele não lubrifica naturalmente e tem uma função muito específica. Por isso, quando o sexo anal é feito sem cuidado, podem surgir problemas como:
fissuras anais, dor persistente, sangramentos, inflamações, maior risco de infecções sexualmente transmissíveis, e, em práticas repetidas e descuidadas, enfraquecimento do esfíncter.
Isso não significa “não faça”.
Significa: faça sabendo o que está fazendo ou simplesmente escolha não fazer.
Proteção: aqui não dá para improvisar
Se a decisão é experimentar ou praticar, alguns cuidados não são negociáveis:
1. Lubrificação abundante, muito mais do que no sexo vaginal.
Lubrificante não é detalhe, é condição básica.
2. Preservativo sempre. O sexo anal tem risco maior de transmissão de ISTs.
Mesmo em relações estáveis, o preservativo é uma forma de proteção essencial.
3. Nada de pressa
O ânus precisa de tempo para relaxar Pressa aqui não causa prazer causa dor.
4. Comunicação o tempo todo
Se doeu, para.
Se incomodou, ajusta.
Se não está bom, não continua.
Silêncio nunca é sinal de consentimento.
5. Higiene sem exageros
Limpeza externa é suficiente. Duchas profundas podem irritar e machucar a mucosa, aqui a gente desmistifica a “chuca”.
E o emocional? Também conta (e muito)
Sexo anal não é só físico.
Ele envolve confiança, entrega e, para muitas mulheres, vulnerabilidade. Quando a prática acontece sem diálogo, pode gerar:
desconforto emocional,
sensação de invasão,
culpa,
ou até rejeição do próprio corpo.
Prazer verdadeiro não deixa resíduo emocional ruim.
Se depois do ato você se sente usada, pressionada ou desconectada, algo não está certo e não é o seu corpo.
Desmistificando algumas ideias comuns
“Se ama, faz”. Não.
“Toda mulher gosta”. Não.
“É só relaxar”. Relaxamento não se ordena.
“Dói porque você não sabe fazer”. Não, às vezes dói porque simplesmente não é para você ou pelo menos, neste momento.
E tudo isso é absolutamente legítimo.
Conclusão: escolha, não obrigação
Sexo anal pode ser: Uma experiência prazerosa, uma curiosidade satisfeita, algo que você testou e não gostou, ou algo que fez e gostou, ou até mesmo algo que você nunca quis e nunca vai querer.
Todas as opções são válidas.
A sexualidade floresce quando a mulher se escolhe primeiro. Quando o corpo é ouvido. Quando o prazer não vem acompanhado de medo, dor ou culpa.
Informação liberta.
Respeito sustenta.
E prazer de verdade nunca nasce da pressão. E se você quiser experimentar? Aqui no blog tenho outras matérias onde dou dicas e vou deixar um link onde há brinquedos e protetores que podem ajudar neste momento. Viver a plenitude sexual com segurança é escolha, jamais imposição. Vídeo sugerido:



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/sexo-e-afins/post/2026/01/sexo-anal-o-que-e-mito-o-que-e-prazer-e-o-que-exige-atencao.ghtml

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