A concessionária Águas do Rio passou a investir em válvulas inteligentes para controlar a pressão da água nas tubulações de suas redes, como parte de um sistema voltado à redução de vazamentos e à prevenção de falhas no abastecimento durante períodos de estiagem ou de maior consumo — como o verão. Ao todo, são 200 equipamentos que ajustam automaticamente o fluxo de água conforme a variação da demanda.
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O funcionamento é baseado em sensores de pressão de atuadores elétricos que identificam alterações no consumo. Segundo o presidente da Águas do Rio, Anselmo Leal, quando a demanda aumenta, as válvulas ampliam a abertura; quando o consumo cai, a vazão é reduzida. Dessa maneira, são evitadas sobrecargas nas tubulações — fator que pode resultar em vazamentos ou rompimentos.
— As válvulas permitem reduzir a pressão onde existem vazamentos e elevar o nível próximo às residências. Com isso, é possível equilibrar a distribuição e evitar que uma área fique sem água enquanto outra segue abastecida normalmente — explicou Anselmo.
Válvulas de controle inteligente no estado do Rio
Reprodução
A tecnologia também é aplicada em sistemas que dependem de represas com níveis considerados baixos, como São Pedro, Tinguá, Xerém e Mantiqueira, que integram o Sistema Acari e abastecem municípios da Baixada Fluminense.
Segundo a concessionária, os equipamentos foram responsáveis por uma economia aproximada de 18 bilhões de litros de água em um ano, volume suficiente para abastecer cerca de três milhões de pessoas no mesmo período — metade da população da capital ou três vezes São Gonçalo. Ao todo, mais de três mil pontos de pressão são monitorados em tempo real.
Estrutura ampla
Centro de Operações Integradas (COI) da concessionária reúne tecnologia de ponta e monitora perda de água com ajuda de um satélite
Divulgação/Águas do Rio
O controle das válvulas faz parte de uma estrutura mais ampla de automação iniciada em 2022. A supervisão das operações ocorre por meio do Centro de Operações Integradas (Coi), que funciona 24h por dia.
— Monitoramos milhares de dados simultaneamente, o que permite identificar alterações e agir com mais rapidez. Esse avanço só foi possível com a ampliação da automação das unidades operacionais, que passaram de 5% para cerca de 80% em quatro anos — disse Andressa Duarte, gerente executiva de Operações.
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Quando assumiu a operação, em 2021, a Águas do Rio herdou 1.356 unidades operacionais, das quais 66 eram automatizadas — cerca de 5%. Agora, aproximadamente 1,8 mil unidades são monitoradas, em torno de 1,5 mil automatizadas.
Tecnologia espacial
Além do monitoramento em solo, a concessionária utiliza tecnologia espacial para localizar vazamentos não visíveis. Em parceria com a empresa israelense Asterra, um satélite equipado com radar de abertura sintética (SAR) identifica rastros de água fora do traçado da rede. As imagens são analisadas pelo COI e cruzadas com buscas realizadas em campo por equipes que utilizam geofonamento — técnica que detecta ruídos provocados por vazamentos subterrâneos.
Funcionário atuando no monitoramento do solo
Divulgação
Segundo a empresa, somente em 2025 foram analisados 16.104 quilômetros de rede, com a identificação de 3.220 pontos de interesse e a confirmação de 1.436 vazamentos. A concessionária afirma ter alcançado uma taxa de assertividade de 74% nas detecções, acima da média global informada pelo setor.
A redução das perdas é uma meta prevista em contrato: ao longo de dez anos, a companhia precisa reduzir em 25% o índice herdado, que chegou a cerca de 65% de água não faturada na rede.
Nível de água no manancial Guandu
O manancial Guandu é o principal responsável pelo fornecimento de água na região metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo a capital. A Estação de Tratamento de Água (Eta) do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, abastece cerca de 80% da população dessas regiões, o que representa cerca de nove milhões de pessoas.
Por isso, o nível de água apresentado no manancial é um fator que sempre demanda atenção da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), responsável pela captação e tratamento de água dele.
Em nota, a Cedae explicou que tanto o sistema do Guandu, quanto do Imunana-Laranjal, em São Gonçalo, possuem produção contínua e os níveis dos sistemas estão estão mantidos.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/01/aguas-do-rio-usa-nova-tecnologia-para-reduzir-perdas-e-evitar-falta-dagua-na-estiagem.ghtml
Águas do Rio usa nova tecnologia para reduzir perdas e evitar falta d’água na estiagem

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