Em 2026, salário mínimo é de R$ 1.621. Veja o que muda com reajuste

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O reajuste do salário mínimo já está em vigor. Com o aumento de 6,79%, o valor chegou a R$ 1.621, ou seja, R$ 103 a mais do que era pago no ano passado. A nova diária do mínimo corresponde, em 2026, a R$ 54,04, e o valor horário, a R$ 7,37.
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O reajuste atinge diretamente o bolso de trabalhadores, que recebem, por contrato, o salário mínimo ou múltiplos dele. Impacta aposentados e pensionistas do INSS, além de beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e a oarcela mínima do seguro-desemprego. Afeta ainda o valor da contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais (MEIs) e R$ 1.621indenizações pagas pelos Juizados Especiais a quem vence ações na Justiça. Veja abaixo.
Como aumento foi calculado
O novo mínimo ficou abaixo da última projeção do governo federal, que estimava o valor de R$ 1.627 para 2026. A redução está relacionada ao comportamento da inflação — um dos fatores considerados no cálculo do novo piso —, que deverá encerrar o ano abaixo das previsões iniciais.
Para o cálculo do reajuste, é considerada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em 12 meses até novembro, cujo percentual divulgado em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 4,18%.
A regra também prevê uma correção com base no Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos pelo país) de dois anos antes — neste caso, 2024, que cresceu 3,4%. No entanto, há um limite para essa taxa de atualização, estabelecido pelo teto de gastos do novo arcabouço fiscal, que determina que esse percentual não pode ultrapassar 2,5%.
Considerando os dois fatores — os 4,18% do INPC somados ao limite de 2,5% referente ao PIB de 2024 —, o reajuste para o salário mínimo de 2026 chegou a 6,79% (já considerando o arredondamento para R$ 1.621, para evitar o pagamento de um valor quebrado).
Benefícios do INSS
Dos 40,7 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais, 28,5 milhões são no valor de até um salário mínimo. Portanto, essas pessoas passarão a receber R$ 1.621 a partir da folha de janeiro (paga entre o cinco últimos dias úteis de janeiro e os primeiros cinco de fevereiro).
Outros 12,2 milhões de segurados que ganham acima do piso nacional terão um percentual de reajuste menor. Esses benefícios maiores do que mínimo são sempre reajustados somente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ou seja, apenas pela inflação. Esse percentual será divulgado este mês.
Abono salarial do PIS/Pasep
O valor pago de abono salarial do PIS/Pasep também será corrigido para R$ 1.621, para quem tiver trabalhado por 12 meses no ano-base, o que garantirá o benefício integral.
No entanto, as regras para ter direito ao abono vão mudar. Para 2026, o corte de renda para ter direito ao abono salarial será de no máximo R$ 2.765,92, que é o valor de R$ 2.640 atualizado pelo INPC de 2024 (que ficou em 4,77%).
BPC/Loas
O Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) é pago a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência incapacitadas para o trabalho. Nos dois casos, é preciso comprovar baixa renda. Em geral, para ter direito ao benefício, a renda per capita familiar (por pessoa da casa) deve ser inferior a 25% do salário mínimo, ou seja, R$ 405,25 a partir de 2026.
Em alguns casos assegurados pela Lei 14.716/2021, famílias com renda per capita (por pessoa) de meio salário mínimo também têm direito. Mas são situações excepcionais. Nesse caso, serão observados alguns aspectos, tais como: grau da deficiência, dependência de terceiros e comprometimento do orçamento familiar com gastos médicos.
O benefício mensal pago pelo INSS equivale ao piso nacional, atualizado para R$ 1.621.
Seguro-desemprego
A primeira faixa do seguro-desemprego — benefício que garante assistência temporária ao trabalhador dispensado sem justa causa — também segue o salário mínimo. Por isso, o menor valor desse amparo também passará a ser de R$ 1.621. Isso porque ninguém pode receber menos do que o piso nacional.
Há, no entanto, outras faixas de seguro-desemprego. Para calcular o valor das parcelas a receber, é considerada a média dos salários dos últimos três meses anteriores à dispensa. Portanto, muitas pessoas podem receber acima do mínimo. E há também um limite máximo. Esse valor de teto será divulgado somente em janeiro.
Justiça
Nos Juizados Especiais Federais, cujas causas são limitadas a 60 salários mínimos, o valor máximo a ser pago aos que ganham processos contra a União — incluindo o INSS — vai subir de R$ 91.080 para R$ 97.260.
No caso dos Juizados Especiais Cíveis — que julga ações contra empresas privadas —, as indenizações são limitadas a 40 salários mínimos. Portanto, o valor máximo, neste caso, vai subir de R$ 60.720 para R$ 64.840.
MEIs
O reajuste do piso nacional afeta também os microempreendedores individuais (MEIs). Por mês, eles recolhem 5% sobre o valor do salário mínimo para o INSS. Com isso, eles têm direito a aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-maternidade, pensão por morte para os dependentes e auxílio-reclusão. Esse recolhimento mensal era de R$ 75,90 e subirá para R$ 81,05 em 2026.
Esses contribuintes ainda recolhem valores ínfimos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ou seja, mais R$ 1 — se a atividade é ligada a comércio ou indústria — e de Imposto sobre Serviços (ISS), isto é, mais R$ 5 — se o negócio é do ramo de serviços. No caso de comércio e serviços, recolhem-se os dois.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/01/em-2026-salario-minimo-e-de-r-1621-veja-o-que-muda-com-reajuste.ghtml

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