Botafogo vira uma grande incógnita para 2026

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Entre os quatro grandes clubes do futebol carioca, o Botafogo é o que vira 2025 como a incógnita para o ano que inicia amanhã. A indefinição sobre o controle da Eagle Football, empresa que faz a gestão da SAF, somada ao desmonte do elenco que em 2024 conquistou o continente e à chegada de um novo treinador, renova a desconfiança da torcida que, com inteira razão, questiona o motivo de o Glorioso não ter conseguido se estabilizar como postulante a titulo em 2025.
Com a saída de Marlon Freitas para o Palmeiras sobe para 16 o número de jogadores negociados, entre os 25 do elenco comandado por Artur Jorge. Dos que estivam na final da Libertadores, contra o Atlético-MG, em Buenos Aires, restam Vitinho, Alexander Barboza, Alex Telles, Allan, Matheus Martins, Savarino e Marçal — Mateo Ponte e Bastos ficaram fora. Ou seja: em 2026, veremos um Botafogo mais desfigurado do que o deste ano, a partir da saída de Gregore, Luiz Henrique, Thiago Almada e Igor Jesus.
É discussão boa: a criação da SAF e a entrada da Eagle Football de John Textor mudaram o nível do futebol do Botafogo — e disso não há a menor dúvida. Mas estranho a politica esportiva da empresa que faz a gestão da principal pasta do clube. O projeto esportivo não é claro e hoje já tem quem questione se o real objetivo da Eagle é mesmo conquistar títulos. Ainda mais com o impasse envolvendo a presença de John Textor no controle acionário. Tudo isso impacta no ambiente.
É aleatório, eu sei, mas é curioso que apenas três dos oito técnicos que dirigiram o time nos últimos quatro anos, mais precisamente com a criação da SAF, em 2022, tenham atuado como jogador de futebol profissional: pela ordem, Luís Castro, Lúcio Flávio e Artur Jorge foram os únicos. Ainda assim, só mesmo o brasileiro teve relativo sucesso. O argentino Martín Anselmi, de 40 anos, que chega do Porto credenciado pelo bom trabalho no Independente del Valle, do Equador, segue a linha de Bruno Lage, Tiago Nunes, Renato Paiva e Davide Ancelotti — todos acadêmicos, com breves carreiras nos times de base.
Espero que John Textor e os parceiros de gestão no futebol alvinegro consigam repetir o sucesso de 2024. Mas as projeções não são animadores. De novo.
Feliz ano novo.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/gilmar-ferreira/coluna/2025/12/botafogo-vira-uma-grande-incognita-para-2026.ghtml

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