Agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) deram início às ações educacionais e de fiscalização sobre a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes elétricos na cidade do Rio. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira (06), um decreto com novas e rigorosas regras para a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores — os chamados veículos de micromobilidade
A operação começou às 11h30 nos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, de maneira itinerante.
Dez agentes estão envolvidos em cada um dos pontos da operação desta segunda (06), totalizando 60 servidores focados nessas fiscalizações. Cada equipe será composta por três agentes da Seop, três guardas municipais, dois agentes educadores da CET-Rio, dois assistentes sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social. Dois caminhões e dois reboques serão utilizados na operação.
O ponto principal das ações será a esquina avenidas Atlântica e Princesa Isabel, em Copacabana.
Entre os principais pontos da nova regulamentação:
- Proibição em vias acima de 60 km/h para todos estes veículos;
- Ciclomotores só podem circular no bordo direito da pista (com CNH e registro obrigatórios a partir de 1º de janeiro de 2027);
- Bicicletas elétricas e patinetes devem priorizar ciclovias e ciclofaixas;
- Circulação em calçadas é proibida, com exceções específicas e sempre com prioridade ao pedestre;
- Uso de capacete é obrigatório;
- Idade mínima de 18 anos para ciclomotores
Campanhas educativas para ciclistas e motoristas
A ideia da regulamentação é organizar o convívio entre pedestres e modais elétricos, priorizando a segurança viária e a integridade física nas calçadas e ciclovias. As novas normas estabelecem onde cada veículo pode circular, os limites de velocidade e as exigências de segurança para condutores.
A implementação das regras será acompanhada por campanhas educativas e fiscalização integrada entre os órgãos de trânsito e ordem pública. De acordo com a prefeitura, o objetivo não é apenas punitivo, mas sim garantir que o pedestre — o elo mais frágil da corrente — possa caminhar pela cidade com segurança.

