O vereador do Rio Rafael Satiê (PL) anunciou, na última sexta-feira (20), sua pré-candidatura a deputado federal durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan. A revelação veio com o endosso direto do ex-presidente. “Eu estava na casa do presidente Jair Bolsonaro e ele perguntou: ‘E aí, Satiê, estadual ou federal?’ Eu falei: federal. Ele disse: ‘Ó, Satiê é federal'”, contou o vereador ao vivo.
A decisão consolida um percurso que, embora iniciado na Câmara Municipal do Rio, rapidamente ultrapassou os limites do Legislativo carioca. Nascido e criado entre o Complexo do Lins e o Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, Satiê construiu sua trajetória a partir da base, chegando à política com 13.582 votos em sua primeira candidatura e se tornando um dos mais votados do PL na capital fluminense.
Antes mesmo de tomar posse, sua projeção nacional já era um fato: um dos primeiros vídeos de Satiê a viralizar foi compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, uma gravação feita dentro de um BRT em que ele pedia que seus seguidores não desistissem da luta política. Hoje, são mais de 640 mil seguidores no Instagram.
Único homem negro da bancada do PL na Câmara Municipal do Rio, Satiê ocupa posições estratégicas na Casa. Preside a Comissão de Combate ao Racismo, posto historicamente dominado pela esquerda na Câmara do Rio e que pela primeira vez é ocupado por um conservador negro. Também atua como vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos.
Fora do plenário, é presidente estadual do PL Jovem no Rio de Janeiro e Secretário Nacional de Mobilização da executiva nacional do partido, tendo participado da articulação de eventos em diversas cidades fluminenses e em outros estados, com foco na formação de novas lideranças conservadoras.
Pastor, empresário, comunicador e produtor cultural, Satiê é autor de dois livros: “O Capitalismo e a Favela” e “O Mínimo Sobre a Favela”. Ele se posiciona como voz do conservadorismo periférico, defendendo o capitalismo como caminho de desenvolvimento para as comunidades, tema central de suas intervenções no plenário e nas redes sociais. No Pânico, sintetizou a lógica da candidatura: “As minhas pautas sempre foram pautas nacionalizadas. A gente precisa ocupar os espaços.”
O anúncio foi acompanhado de uma postagem nas redes sociais em que o vereador associa sua trajetória pessoal ao novo passo político. “Me colocaram nas estatísticas pra dar errado. Mas Deus tinha um plano diferente. Construí minha família. Fui eleito vereador do Rio de Janeiro. Escrevi dois livros. E agora recebi a missão de levar nossa luta para Brasília no Congresso Nacional”, publicou.
Confira a postagem: https://www.instagram.com/p/DWMWGzRDRXX/

