Novo Holocausto? Casos de antissemitismo no Rio acendem alerta da Fierj

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O Brasil enfrenta um crescimento alarmante do antissemitismo. No Rio de Janeiro, episódios recentes em bares e lojas expuseram práticas discriminatórias contra judeus e israelenses, levando a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) a se mobilizar e denunciar a normalização do discurso de ódio.

Casos no Rio

No Leblon, a chef Monique Benoliel relatou que o dono da delicatessen Delly Gil se recusou a vender produtos típicos do Pêssach, afirmando estar “cansado de judeus”. O estabelecimento foi notificado pela Fierj.

Na Lapa, o bar Partisan exibiu uma placa dizendo que cidadãos dos EUA e de Israel “não são bem-vindos” e foi multado em R$ 9.520 pelo Procon Carioca. O restaurante O Porco Gordo reforçou a mensagem nas redes sociais, publicando uma bandeira de Israel riscada com um “X”.

A filha do proprietário da delicatessen Delly Gil se desculpou, mas os dois outros estabelecimentos não se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto ao posicionamento deles.

Reação da comunidade

A Fierj repudiou os casos e anunciou medidas legais. Em nota, destacou que “respeito não é opcional” e que seguirá vigilante contra qualquer forma de discriminação. Os episódios ocorreram justamente na semana do Pêssach, intensificando a sensação de violência simbólica contra a comunidade judaica.

Projeto polêmico no Congresso

O PL 1.424/2026, apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), propõe diferenciar críticas ao Estado de Israel de manifestações antissemitas. Especialistas alertam que a redação pode abrir brechas para relativizar ataques contra judeus. A proposta recebeu apoio inicial de 45 parlamentares, mas vários já retiraram suas assinaturas após críticas.

Disparidade nas punições

Enquanto uma advogada argentina que ofendeu negros em um recente caso no Rio teve que pagar quase R$ 100 mil de multa, casos de antissemitismo no Brasil têm resultado em sanções muito mais brandas, como os R$ 9 mil aplicados ao bar da Lapa, o que levanta questionamento sobre o rigor jurídico contra o racismo dirigido aos judeus.

Intolerância e impunidade

Vale lembrar que o Holocausto não começou com câmaras de gás ou campos de extermínio — começou com pequenas falas, atitudes “isoladas” e práticas discriminatórias que não foram contidas a tempo. Primeiro vieram as piadas, depois as placas, depois as leis que restringiam direitos, até que a perseguição se tornou sistemática e institucionalizada.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/brasil/06/04/2026/novo-holocausto-casos-de-antissemitismo-no-rio-acendem-alerta-da-fierj

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