Poucas coisas me encantam tanto no esporte quanto ver marcas entendendo que correr não é só sobre pace, mas sobre pertencimento. E a FARM, que sempre soube traduzir o espírito da cidade em roupa e atitude, agora estende esse universo também para a corrida.
O que começou quase despretensiosamente virou algo maior. O clube de corrida FARM Run nasceu em setembro do ano passado, com quatro pessoas da empresa. Hoje, reúne em média mais de 30 participantes por treino e já chegou a 100 pessoas em edições especiais. E agora, nasce uma parceria que não poderia ser mais simbólica: a FARM acaba de assinar collab com a Maratona do Rio.
De um lado, uma prova que transforma a cidade em vitrine global do esporte. Do outro, uma marca que leva a identidade e o lifestyle cariocas para o mundo. “É um marco muito simbólico”, diz Isadora Villarim, head de visual e líder do projeto. “A gente está falando do Rio, que é nossa casa. É um passo importante para ocupar esse território do esporte com verdade, com energia e com conexão com as pessoas e com a cidade.”
A parceria já nasce com entregas que vão direto ao coração do corredor. A FARM assina uma camisa “souvenir” de edição limitada que estará à venda apenas na loja da Maratona do Rio por R$ 199,00. A marca ainda entra nos kits da Meia Maratona, Maratona e Desafio com meias customizadas. Parece detalhe, mas não é. Afinal, no universo da corrida, o kit virou um objeto de desejo.
“A gente quer que essa camisa seja uma lembrança daquele momento. É uma forma de materializar esse encontro entre a FARM e a maratona”, explica Mariana Leal, head de parcerias. “Era importante bater o olho e ver o Rio. Trazer os corredores, o ‘eu fui’, a estética da FARM. Uma peça afetiva. A ideia é que cada pessoa tenha orgulho de usar”, completa.
E tem mais: neste sábado, a Casa FARM — já consolidada como ponto de encontro do clube — abre as portas para o anúncio oficial da edição de 2026 da Maratona do Rio. Influenciadores, parcerias e novidades serão revelados ali. “É como convidar um grande amigo para dentro de casa”, resume Isadora. “A gente não está criando algo paralelo, mas expandindo algo que já existe”.
Mas talvez o mais interessante não esteja nem na parceria, nem no produto, e sim no que vem antes de tudo isso. Porque o FARM Run não nasceu como estratégia. Nasceu como cultura.
“O FARM Run surgiu de dentro para fora, muito conectado ao bem-estar e à cultura da marca”, conta Isadora. “A gente começou pequeno, mas foi crescendo organicamente. As pessoas foram se interessando, outras marcas se aproximando, e aí percebemos que já estávamos ultrapassando o espaço interno”.
Na prática, isso se traduz em um clube em que o pace importa menos do que o encontro. Iniciantes correm ao lado de quem já tem mais quilometragem , e tudo bem. “A gente sempre fala: é para todo mundo. Temos acompanhamento para todos os níveis. O objetivo é incluir”, defende Lorena Lages, líder pro projeto junto com a Isadora.
Os treinos acontecem às terças e aos sábados, com saída da Casa FARM e percurso pela Lagoa Rodrigo de Freitas. No pré e no pós, há uma estrutura, com parceiros e muito cuidado. “Tem gente que começou sem nunca ter corrido e hoje faz 5 km”, conta Isadora. “Gente que encontrou ali um motivo para sair de casa, que reorganizou a vida. O impacto vai muito além do físico”.
O Rio vive um boom do esporte de rua e, nesse cenário, o papel das marcas também muda. “A corrida deixou de ser só performance e virou espaço de conexão”, analisa Ilma Borges, head de marketing da FARM. “Existe hoje uma ‘lifestyle-ização’ do esporte. As pessoas querem se reconhecer no que vestem, no grupo, na experiência. Mais do que patrocinadoras, as marcas passam a ser facilitadoras de encontros”.
Talvez por isso o projeto tenha crescido tão rápido e com tanta verdade. Em um momento em que correr virou “moda”, o FARM Run chegou para lembrar que o mais importante é pertencer. “A FARM sempre foi sobre comunidade. O Run é uma extensão disso”, conclui Ilma.

