Polícia Federal monitorou jato que levou Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos durante todo o dia; veja foto

Tempo de leitura: 4 min
Jato Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW foi monitorado durante todo o dia pela Polícia Federal — Foto: Reprodução


O jato Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW, que levou o senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Equador e de lá para os Estados Unidos, ficou o dia todo parado na pista do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, e foi monitorado durante todo o período pela Polícia Federal, que já tinha a informação sobre a rota de Flávio para o país de Javier Milei pela fronteira via Foz do Iguaçu.

  • Leia: Flávio combinou de entregar passaporte a equipe hoje pela manhã, mas deixa aliados ‘perdidos’
  • No Blog: O encontro marcado entre Lula e Trump após presidente dos EUA falar em fraude eleitoral

O primeiro destino de Flávio, segundo o serviço de imigração argentina, era a capital do Equador, Guayaquil, e de lá para os Estados Unidos, onde o irmão e deputado cassado Eduardo Bolsonaro vive em autoexílio desde 2025.

Na foto obtida com exclusividade pela equipe da coluna, o Gulfstream aparece estacionado no Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú ainda durante a tarde desta terça-feira (27), depois de ter cancelado um plano de voo direto para os Estados Unidos que, segundo informações dos investigadores, era para levar Flávio Bolsonaro. No entanto, como a PF não tem jurisdição para atuar no país vizinho, não houve como impedir a decolagem do agora ex-candidato.

Flávio Bolsonaro foi intimado pela PF na última segunda-feira (26) a entregar seus passaportes até a manhã desta terça, mas a ordem determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não foi cumprida pelo senador.

Moraes apontou “risco concreto” de fuga, baseando-se no pedido da PF apresentado às 21h16m do domingo, minutos após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro do STF também apontou a “existência de estruturas já estabelecidas no exterior, aptas a viabilizar permanência prolongada” e a manifestação pública de Eduardo Bolsonaro num podcast. “Se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país”, disse Eduardo na semana passada.

Segundo a equipe da coluna apurou junto a fontes da Polícia Federal, funcionários do governo argentino, comandado pelo ultradireitista Javier Milei, não colaboraram com a apuração com medo de retaliação. Aliado da família Bolsonaro, ele fez campanha para Flávio e é um duro crítico do presidente Lula.

Milei até o momento não reconheceu a derrota do candidato do PL nas urnas, contrariando a posição de outros chefes de Estado de direita da América Latina e dirigentes da Europa, Ásia e África.

Na mira da PF em um inquérito que apura a participação dele e do advogado Willer Tomaz em um esquema de lavagem de dinheiro, Flávio havia sinalizado a interlocutores que entregaria o passaporte à sua equipe jurídica na manhã desta terça-feira para cumprir a decisão de Alexandre de Moraes, o que não ocorreu.

Já na manhã de terça-feira, o portal argentino Infobae divulgou que Flávio teria atravessado a fronteira do país em Puerto Iguazú, de onde partiria para os Estados Unidos. Segundo o jornal Clarín, a aeronave LV-JQW sairia às 2h30m para Miami, mas o voo foi cancelado porque a empresa responsável pelo voo, a Baires Fly, não informou a lista de passageiros que estariam a bordo. Só na madrugada desta quarta-feira (28), o serviço de imigração argentino confirmou que Flávio atravessou a ponte Tancredo Neves via Foz do Iguaçu.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/10/policia-federal-monitorou-jato-que-levou-flavio-bolsonaro-aos-estados-unidos-durante-todo-o-dia-veja-foto.ghtml

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *