“Pepinho”, chefe do tráfico no Borel, virou foragido ao não voltar da Visita Periódica ao Lar do Dia das CriançasDivulgação Disque Denúncia
A busca é conduzida pela Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP), da Secretaria de Estado de Polícia Penal. Segundo o Disque Denúncia, Pepinho é apontado como integrante da liderança do tráfico na comunidade e ligado ao Comando Vermelho.
O homem foi preso em outubro de 2019, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste. Na época, acumulava 30 registros criminais e 16 mandados de prisão em aberto por diferentes delitos, entre eles homicídio, roubo e tráfico de drogas.
Ele também era investigado por supostamente ordenar um ataque armado à base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Borel, em 9 de agosto de 2019. Durante a ação, o estudante Gabriel Pereira Alves, de 18 anos, foi atingido por um disparo enquanto aguardava um ônibus na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, e morreu.
De acordo com as informações divulgadas pelo Disque Denúncia, Pepinho cumpria pena de 41 anos de reclusão por crimes relacionados à associação para o tráfico de drogas e resistência. Classificado pelo sistema prisional como de alta periculosidade, ele estava no regime semiaberto e recebeu autorização para a Visita Periódica ao Lar (VPL), concedida em razão do Dia das Crianças.
Após o não retorno, a Vara de Execuções Penais (VEP) expediu, em 21 de outubro, um mandado de prisão para recaptura. A ausência foi registrada na ficha disciplinar do detento.
Somados os três períodos de 2026, são 412 detentos considerados foragidos e procurados pelas autoridades por diferentes crimes, incluindo homicídio, roubo, extorsão e tráfico de drogas.
A reportagem de O Dia não localizou a defesa de Peterson Fonseca. O espaço segue aberto.
