Fiocruz alerta para aumento de casos graves de doenças respiratórias em três estados

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Três estados brasileiros apresentam aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e estão em nível de alerta ou risco. O dado é do novo boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (22/10) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Goiás, Mato Grosso e Sergipe registraram crescimento dos casos nas últimas seis semanas, segundo a análise referente ao período de 11 a 17 de outubro.

Em Sergipe, a alta está relacionada principalmente ao metapneumovírus. Em Goiás, o aumento é associado ao rinovírus. Nos dois estados, os casos atingem especialmente crianças pequenas. Já em Mato Grosso, o crescimento está ligado principalmente à Covid-19.

Outros três estados — Mato Grosso do Sul, Roraima e Santa Catarina — também apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento dos casos nas últimas seis semanas.

No país, o boletim aponta aumento dos casos graves provocados pelo metapneumovírus e uma leve alta nas infecções graves por rinovírus e Covid-19. Apesar disso, os casos de SRAG associados à Covid-19 continuam em níveis baixos na maior parte do Brasil.

 

Rio está entre as capitais em alerta

A cidade do Rio de Janeiro está entre as cinco capitais com nível de alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento dos casos de SRAG. Também estão nessa situação Aracaju, Cuiabá, João Pessoa e Palmas.

Na capital fluminense, o aumento é observado entre crianças menores de dois anos, adolescentes e adultos de 15 a 64 anos. Em Aracaju e Cuiabá, os casos crescem principalmente entre crianças pequenas. Em Palmas, a alta se concentra na faixa dos cinco aos 14 anos. Já em João Pessoa, o aumento é mais expressivo entre pessoas de 50 a 64 anos.

Belém, Brasília, Florianópolis e Rio Branco também apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento contínuo dos casos.

 

Vacinação e prevenção

A Fiocruz recomenda que pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com a vacinação contra a Covid-19 em dia. De acordo com o boletim, idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber doses de reforço a cada seis meses. Para os demais grupos de risco, a recomendação é uma dose anual, conforme as orientações de vacinação.

Os dados também mostram que crianças de até dois anos são as mais afetadas pela SRAG. Nessa faixa etária, os casos estão relacionados principalmente ao rinovírus, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao metapneumovírus.

Entre pessoas com 65 anos ou mais, a mortalidade é maior. Os óbitos associados à SRAG estão relacionados principalmente ao rinovírus, ao VSR, à influenza A e à Covid-19.

Em 2026, até a divulgação do boletim, foram notificados 166.131 casos de SRAG no Brasil. Desse total, 88.981 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, o equivalente a 53,6%. Outros 60.426 tiveram resultado negativo, enquanto pelo menos 7.416 aguardavam resultados laboratoriais.

O InfoGripe acompanha a evolução dos casos graves de doenças respiratórias no país e ajuda a identificar regiões que precisam de atenção das autoridades de saúde.



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/fiocruz-alerta-para-aumento-de-casos-graves-de-doencas-respiratorias-em-tres-estados/

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