O corpo de um turista britânico de 60 anos desapareceu de um necrotério hospitalar no Chipre antes de ser encontrado identificado com o nome de outra pessoa. O caso veio à tona na segunda-feira, quando um agente funerário foi buscar os restos mortais para providenciar o traslado à família, no Reino Unido, mas não conseguiu localizá-los. A polícia foi acionada e iniciou uma investigação sobre o que aconteceu.
O homem havia chegado à ilha em 9 de setembro, quando perdeu a consciência ao desembarcar de um avião no aeroporto. Ele foi levado ao Hospital Geral de Pafos, onde morreu posteriormente. Após a morte, seu corpo foi transferido para o Hospital Geral de Nicósia, a cerca de 145 quilômetros de distância, porque o necrotério da unidade de Pafos estava fora de funcionamento.
Uma autópsia foi realizada antes de a família iniciar os preparativos para a repatriação do corpo. Na segunda-feira, porém, o agente funerário que compareceu ao necrotério de Nicósia não conseguiu encontrar os restos mortais. Segundo o jornal britânico The Sun, os funcionários não localizaram registros que indicassem uma nova transferência.
A polícia foi chamada depois que as primeiras verificações não esclareceram o paradeiro do corpo. Uma ocorrência foi registrada na delegacia de Latsia, e o caso passou a ser investigado por um departamento da Divisão de Polícia de Nicósia.
O corpo foi localizado na quarta-feira, após uma fotografia revelar que havia sido identificado com o nome de outra pessoa. Ainda não está claro se os restos mortais foram retirados do necrotério e posteriormente devolvidos com a identificação incorreta ou se permaneceram no local durante todo o período.
Necrotérios enfrentam problemas no Chipre
O episódio ocorre em meio a dificuldades no funcionamento de necrotérios hospitalares no Chipre. Segundo relatos da imprensa local citados pelo The Sun, unidades em Pafos, Limassol e outros distritos foram obrigadas a interromper as atividades, o que levou à transferência de corpos para instalações em Nicósia.
O necrotério do Hospital Geral de Pafos, por exemplo, foi fechado após uma falha nos equipamentos de refrigeração. As interrupções aumentaram a pressão sobre as unidades que continuam funcionando e complicaram o transporte e a identificação dos corpos na ilha.
