Supermercados ampliam espaço para produtos saudáveis e já vendem até cerveja e picolé proteicos

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As redes de supermercados fluminenses estão ampliando o espaço para a oferta de produtos saudáveis. De acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), no último ano, os consumidores passaram a ter acesso a refrigerantes sem cafeína, chocolates com adição de creatina e até cerveja e picolé proteicos. Esses clientes gastam, em média, R$ 130 por mês nesta categoria.
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A mudança ganhou força há dois anos. Em 2024, a cesta de saudáveis cresceu 12,6% em volume, enquanto o consumo dos produtos de giro rápido ficou estável, segundo a Asserj. Em 2025, as vendas de whey subiram 124%, e as de creatina, 89%.
Com o aumento da oferta desses itens, o perfil do consumidor vem apresentando mudanças. A Asserj aponta que mulheres de 25 a 45 anos das classes A e B seguem como maioria, mas a diferença em relação aos homens vem caindo, e a classe C começa a aderira esses produtos. A compra também deixou de ser individual e entrou na lista de consumo da família.
Para o presidente da Asserj, Fábio Queiróz, a busca por produtos com foco na saúde “furou a bolha”:
— Durante muito tempo, a gente imaginou que o consumidor de produtos saudáveis era quase um personagem: jovem, solteiro, de academia e com whey na mochila. A saudabilidade deixou de ser um comportamento de nicho e começou a entrar na lista de compras da família.
A dentista Thayane Barcelos, de 38 anos, que mora com três parentes, gasta com produtos saudáveis cerca de metade da compra do mês, entre R$ 700 e R$ 1 mil.
— Nos últimos anos, percebo que realmente as prateleiras dos supermercados têm se esforçado em fornecer marcas que ofereçam mais saúde. A granola, por exemplo, você acha com muito mais variedade. Os tipos de farinha e aveia têm mais opções de marcas — afirma a consumidora.
Diferença de preços para comer melhor
Comer melhor ainda custa mais, porém a diferença vem diminuindo ano a ano, segundo a Asserj. Em média, os produtos saudáveis saem de 50% a 60% mais caros do que as versões tradicionais. A distância é maior (cerca de 80%) nos orgânicos do hortifruti e nos itens sem glúten. Já nos produtos sem açúcar, a diferença é praticamente nula.
Entre os exemplos levantados pela associação, o iogurte desnatado ou zero lactose custa 4,9% mais do que o comum. O azeite extravirgem sai 21,4% mais caro; a bebida láctea proteica, 22,2%; e o pão integral, 37,5%.
Veja abaixo as dez categorias que mais pesam nos gastos com alimentação saudável.

Gôndolas e ações focadas no bem-estar
Para atrair os consumidores, as redes estão mudando a organização das lojas. Na Redeconomia Super Prix, os produtos proteicos ganharam gôndolas exclusivas.
— As pessoas querem encontrar bebidas e snacks proteicos, barras e whey no mesmo espaço. Quanto mais variedade, maior é o consumo. O cliente que está construindo um estilo de vida orientado à longevidade não compra só suplemento. Ele compra orgânicos, produtos funcionais, proteínas de qualidade e versões sem álcool — diz Viviane Areal, CEO da Redeconomia Super Prix.
O Prezunic criou o Espaço Unic, área dentro da loja onde o cliente pode fazer uma pausa para uma refeição, um café especial ou uma vitamina.
Há redes que foram além e passaram a promover corridas de rua. Uma delas é o Supermarket, que a criou a Alvorada Race, com etapas em cinco cidades da Região dos Lagos e ações em 17 lojas.
— A ideia surgiu de uma convicção que defendo há tempo: o ponto de venda deixou de ser um lugar onde se expõem produtos. Ele virou um hub de mídia, de relacionamento e de dados. E se é um hub de relacionamento, ele precisa participar da vida das pessoas para além do carrinho de compras — afirma André Dias, diretor de Marketing do Supermarket.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/10/supermercados-ampliam-espaco-para-produtos-saudaveis-e-ja-vendem-ate-cerveja-e-picole-proteicos.ghtml

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