Lula fez uma caminhada na região da Avenida Paulista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) encerraram neste sábado (3), em São Paulo, as agendas de campanha antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (4). Os dois escolheram o maior colégio eleitoral do país para a última mobilização antes da votação, mas participaram de eventos distintos: Lula fez uma caminhada na região da Avenida Paulista, na capital, enquanto Flávio participou de uma moto-carreata no interior do estado.
Durante o ato, Lula afirmou que a eleição coloca em disputa, segundo ele, projetos distintos para o país. Sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro, o presidente disse estar enfrentando um “chefe de quadrilha” e o crime organizado. Lula também associou o grupo adversário à “barbárie e à corrupção” e pediu aos apoiadores que continuassem mobilizados até a votação.
Em outro trecho do discurso, o petista voltou a falar sobre as investigações envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. Lula atribuiu a origem das irregularidades ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e mencionou o banqueiro Daniel Vorcaro, que também aparece nas investigações relacionadas ao caso Master.
A caminhada de Lula ocorreu após uma disputa envolvendo a realização do ato na Avenida Paulista. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo autorizou a manifestação, mas determinou que a campanha não bloqueasse as vias e seguisse as orientações da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego. Durante a manhã, houve um princípio de confusão entre integrantes da campanha e policiais por causa da circulação dos carros de som.
O presidente esteve acompanhado de aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin, o candidato ao governo paulista Fernando Haddad e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.

Flávio participou de uma moto-carreata no interior do estado
No interior paulista, Flávio Bolsonaro participou de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, na região de Campinas. O candidato esteve ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de outros aliados. O percurso teve cerca de 20 quilômetros.
Em discurso durante o evento, Flávio voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal. Segundo o candidato, a Corte deveria deixar de atuar, nas palavras dele, como uma “delegacia de polícia”. Ele também defendeu mudanças nas regras do foro por prerrogativa de função e afirmou que ministros do STF estariam atuando como agentes políticos do presidente Lula.
Flávio também voltou a defender o fim da reeleição para presidente da República. O candidato afirmou que pretende exercer apenas um mandato e criticou os gastos do governo Lula, relacionando-os à busca pela permanência no poder.
A agenda em São Paulo marcou o encerramento da campanha de rua dos dois candidatos antes do primeiro turno. A votação acontece neste domingo (4), quando os eleitores escolherão presidente, governador, senador e deputados.
Na pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado, Lula aparece com 47,8% dos votos válidos, contra 42,1% de Flávio Bolsonaro. A diferença é de 5,7 pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.007 pessoas entre 30 de setembro e 2 de outubro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A pesquisa eleitoral representa as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não constitui previsão do resultado das urnas.
