Onze dos 14 diretores que integram a cúpula da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (08/09) uma nota em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. No documento, eles também colocaram os próprios cargos à disposição do diretor-geral substituto.
A manifestação ocorreu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
Na nota, os diretores classificaram como “injustificados” os ataques sofridos pela Polícia Federal e defenderam a trajetória profissional de Andrei Rodrigues. Segundo eles, o diretor-geral tem atuação técnica e responsável na defesa da instituição.
Os integrantes da cúpula também rejeitaram acusações de que a PF teria atuado de forma irregular. Eles afirmaram que as acusações são sem fundamento e atingem a história e a credibilidade da corporação.
A manifestação foi assinada por diretores de áreas como investigação e combate ao crime organizado, polícia administrativa, crimes cibernéticos, cooperação internacional, gestão de pessoas, administração, tecnologia da informação e meio ambiente.
Não assinaram o documento Leandro Almada, que também foi afastado, William Marcel Murad, que assumiu temporariamente o comando da PF, e Aletea Vega Marona Kunde, corregedora-geral da corporação.
Afastamento determinado pelo STF
André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada em meio a suspeitas relacionadas à produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal.
Segundo o ministro, a medida é necessária para evitar possíveis constrangimentos e garantir que ministros do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da PF possam exercer suas funções.
A decisão também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal apure a conduta de Andrei Rodrigues.
Maioria no STF
Nesta terça-feira, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão de Mendonça. André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção dos afastamentos.
O julgamento foi suspenso após o ministro Gilmar Mendes pedir vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo. Enquanto o caso não é concluído, a decisão de Mendonça continua valendo.
Com o afastamento de Andrei Rodrigues, William Marcel Murad permanece temporariamente à frente da Polícia Federal.
