O dinheiro público deveria bancar grandes festas ou garantir apoio para famílias que enfrentam uma rotina de cuidados sem fim? Essa foi a provocação feita pelo candidato do PL ao governo do Rio, Douglas Ruas, durante um evento voltado à inclusão, na noite desta quarta-feira (19), no Centro do Rio.
- Crítica às prioridades
- “Diagnóstico não é destino”
Ruas criticou os altos investimentos em grandes eventos enquanto, segundo ele, mães de crianças atípicas enfrentam dificuldades para conseguir atendimento e acabam abandonando o trabalho para cuidar dos filhos.
“Vamos criar uma rede de apoio para as mães atípicas”, afirmou o candidato.
A proposta prevê uma estrutura estadual para ajudar essas famílias com auxílio e qualificação profissional. A ideia, segundo Ruas, é evitar que mães fiquem isoladas e presas a uma rotina exaustiva de cuidados.
“Muitas mães ficam sozinhas, sem ter a quem recorrer”, disse.
Crítica às prioridades
Durante o Encontro pela Inclusão, Ruas afirmou que o Estado precisa rever suas prioridades na aplicação dos recursos públicos.
Na avaliação do candidato, o governo não pode gastar milhões em eventos enquanto pessoas com deficiência e suas famílias continuam sem uma rede adequada de atendimento.
A proposta apresentada por Ruas também prevê que o governo estadual passe a coordenar as políticas de inclusão em parceria com os municípios, com a criação de polos regionais e equipes multiprofissionais.
A promessa é levar atendimento especializado para mais perto das famílias e padronizar os serviços oferecidos.
“Diagnóstico não é destino”
Mãe atípica e candidata a vice na chapa, Fernanda Louback reforçou o discurso e fez um alerta sobre a exclusão enfrentada por crianças com deficiência.
“Diagnóstico não é destino”, afirmou.
Segundo ela, a falta de inclusão não desaparece nem mesmo quando a família tem dinheiro para pagar uma escola particular. “O pai pode ser o mais rico que for, que o seu filho vai ser excluído”, declarou.
Louback também citou situações de bullying e isolamento social.
O recado dado no evento foi direto: para a campanha de Douglas Ruas, inclusão não pode ficar restrita ao discurso — e o dinheiro público, na visão do candidato, precisa chegar primeiro a quem mais precisa.
