Familiares se despediram de Marcelo de Alcantara Brito, morto em tentativa de assaltoReginaldo Pimenta / Agência O DIA
A cerimônia de despedida ocorreu na Capela L. Sob forte comoção, familiares e amigos deram o último adeus a Marcelo. Pai da vítima, Francisco Lima ressaltou a indignação que está sentindo ao pontuar que os cordões que o filho usava, alvos da tentativa de assalto, eram bijuterias.
Em seguida, cobrou justiça, alegando que o mesmo homem realizou mais assaltos na região. “Matou meu filho estupidamente e desnecessariamente como fosse uma execução. Parecia até que ele tinha sido pago para matar meu filho. […] Só quero falar que estou indignado. Indignação não só sobre o que aconteceu com ele, mas em geral. Porque só lá em Olaria, ele fez vários assaltos de saída, porque a função dele é roubar ouro. Ele está roubando ouro. Ele acha que todo mundo que está com cordão no pescoço é ouro. E se não der, ele faz o que fez. Eu quero justiça. Essa é a minha palavra: justiça. Eu quero ver ele preso, [pagando] pelo que ele fez com uma pessoa inocente”.
Francisco também contou que o filho correu por não entender a gravidade da situação, devido problemas psicológicos. Ele ainda ressaltou que Marcelo era querido por todos na vizinhança. “Ele era uma criança. Era um rapaz que se tivesse noção do que que era um assalto, ele teria entregado aquelas bijuterias. Ele saiu ali correndo e tomando tiro nas costas a troco de nada. Tinha um problema psicológico, mas modéstia parte era tratado e com muito carinho. Eu sempre cuidei dele. Então, ele não ofendia ninguém. Todo mundo era amigo dele ali”, finalizou.
Morte em tentativa de assalto
Segundo relatos de testemunhas, um suspeito em uma motocicleta tentou roubar os pertences de Marcelo e atirou contra ele na Rua Drummond. O homem recebeu socorro e seguiu para o Hospital Balbino, nas proximidades, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morreu pouco depois de dar entrada na unidade.
A ocorrência foi registrada inicialmente na 22ª DP (Penha) e encaminhada para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O DIA entrou em contato com a Polícia Civil pelo e-mail da assessoria de comunicação, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve resposta. O espaço segue aberto para eventual manifestação.
* Colaborou Reginaldo Pimenta
