A corrida eleitoral entra oficialmente em uma nova fase nesta segunda-feira (20). Começa o período das convenções partidárias, quando os partidos deixam as especulações de lado e batem o martelo sobre quem realmente vai disputar a Presidência da República, os governos estaduais, o Senado e a Câmara dos Deputados.
Até o dia 5 de agosto, as siglas vão oficializar candidatos, escolher vices, fechar alianças e definir a estratégia que levarão para as ruas. É o momento em que promessas viram candidaturas e os bastidores dão lugar à disputa pelo voto.
Apesar de muitos políticos estarem em pré-campanha há meses, é só depois das convenções que as candidaturas passam a existir oficialmente perante a Justiça Eleitoral. Também é nessa fase que acordos são fechados, alianças são anunciadas e, muitas vezes, traições e rachas vêm à tona.
Entre os principais nomes na disputa pelo Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre o calendário no dia 25 de julho, em São Paulo. No dia seguinte será a vez do governador Ronaldo Caiado (PSD). Em 27 de julho, Romeu Zema (Novo) oficializa sua candidatura em Brasília.
O empresário e influenciador Renan Santos (Missão) realiza sua convenção em 1º de agosto. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fecha a sequência dos principais presidenciáveis no dia 2 de agosto, em um evento que deve reunir partidos aliados e lideranças da base governista.
Depois dessa etapa, começa outra contagem regressiva: os partidos terão até 15 de agosto para registrar oficialmente seus candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir daí, a campanha entra de vez nas ruas, com propaganda eleitoral, debates e a briga direta pelo voto dos brasileiros.
As convenções também serão decisivas para deputados e senadores. É nelas que os partidos montam suas chapas, distribuem apoio político e definem quem terá prioridade na busca por votos.
Em resumo, a temporada de promessas está acabando. Agora começa o momento em que cada partido mostra quem serão seus candidatos para disputar o poder em 2026.
Confira as regras:
Além de definir os candidatos, as convenções precisam seguir uma série de regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Veja a seguir:
- Os partidos são obrigados a elaborar uma ata com os nomes dos escolhidos e os cargos que disputarão, documento que deve ser enviado à Justiça Eleitoral até o dia seguinte ao evento e publicado no portal do TSE.
- Também é obrigatória a divulgação da lista de presença dos participantes na plataforma DivulgaCandContas.
- No dia da convenção, o partido deve estar com seu órgão de direção regularmente constituído e registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), enquanto as federações precisam ter ao menos um partido em situação regular.
- As convenções também podem ser realizadas gratuitamente em prédios públicos, desde que o responsável pelo local seja comunicado com pelo menos uma semana de antecedência e o partido assuma a responsabilidade por eventuais danos ao patrimônio.

