Cerca de 2 milhões de pessoas ocuparam a Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na noite de sábado (2), para o show da Shakira, segundo estimativa da Riotur. A apresentação, montada em frente ao Copacabana Palace, foi apontada como a maior da carreira da artista colombiana e integrou a terceira edição do projeto “Todo Mundo no Rio”, iniciativa que aposta em grandes eventos internacionais para movimentar a cidade fora da alta temporada.
A abertura teve um espetáculo de drones que desenhou no céu um lobo — símbolo associado à cantora — antes da entrada no palco. Vestindo as cores do Brasil, Shakira falou em português com o público e relembrou sua relação com o país, destacando a dimensão do evento.
Durante o show, a cantora também fez um discurso voltado ao público feminino, reforçando mensagens de autonomia e resiliência. A apresentação contou ainda com participações de nomes brasileiros como Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo.
Impacto econômico e aposta em calendário
De acordo com estimativas da prefeitura, o evento pode movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, com reflexos em setores como hotelaria, transporte e comércio. A estratégia segue o modelo adotado em apresentações anteriores, como as de Madonna e Lady Gaga, que transformaram Copacabana em palco de megashows gratuitos.
A proposta do “Todo Mundo no Rio”, segundo a Prefeitura, é consolidar o mês de maio, que tradicionalmente tem menor fluxo turístico, como um período de atração de visitantes. Dados do Observatório do Turismo indicam crescimento no número de turistas durante o feriado do Dia do Trabalho nos anos em que houve esse tipo de evento.
Além do impacto direto, a prefeitura aposta na projeção internacional da cidade. A estimativa é que a edição de 2026 gere cerca de US$ 250 milhões em mídia espontânea no exterior, ampliando a visibilidade do Rio no circuito global de grandes espetáculos.


