O Salão Nobre do Palácio Tiradentes se transformou, nesta terça-feira (17), em palco de uma iniciativa inédita de conscientização: a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) inaugurou a exposição “Neuromielite Óptica – Você não vê, mas eu sinto”. A mostra, que segue aberta ao público até 3 de abril, com entrada gratuita, lança luz sobre uma das doenças neurológicas raras mais severas e pouco conhecidas.
A exposição reúne fotografias e relatos de pacientes das cinco regiões do país, acompanhados de audiodescrição, e apresenta informações sobre sintomas e sequelas da Neuromielite Óptica (NMO). A iniciativa é fruto da parceria entre a Frente Parlamentar de Doenças Raras da Alerj, a Subdiretoria-Geral de Cultura e a Associação Brasileira de Neuromielite Óptica (NMO Brasil).
O deputado Munir Neto (PSD), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Doenças Raras, destacou a relevância da ação: “Essa exposição reforça a importância de dar visibilidade à luta dos raros e garantir que tenham vez e voz na sociedade. É um compromisso de conscientizar e cobrar o cumprimento das leis que protegem essas pessoas e suas famílias”, afirmou.
A diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, ressaltou o caráter inclusivo da mostra: “É uma exposição acessível, com audiodescrição, que amplia o entendimento da sociedade sobre uma condição rara e muitas vezes invisível”, disse.
Neuromielite Óptica: uma doença invisível, mas devastadora
A NMO é uma enfermidade autoimune e crônica que atinge o Sistema Nervoso Central. Seus ataques, imprevisíveis e severos, podem causar cegueira, tetraplegia e até levar à morte. Para Daniele Americano, presidente da NMO Brasil, a informação é uma ferramenta de acolhimento: “Ao receber um diagnóstico raro, o paciente muitas vezes se sente sozinho. Saber que existem outros na mesma situação aproxima, fortalece e dá esperança”, destacou.
Serviço
Exposição “Neuromielite Óptica – Você não vê, mas eu sinto”
– De 17 de março a 3 de abril
– Segunda a sexta-feira, das 10h às 17h
– Salão Nobre – Palácio Tiradentes, Rua Primeiro de Março, s/nº – Praça XV
– Acesso para cadeirantes pela Rua Dom Manuel, s/nº

